Israel nega participação em suposto ataque dos EUA contra ilha iraniana
O exército israelita negou hoje ter participado na segunda-feira em ataques dos Estados Unidos contra uma ilha iraniana no estreito de Ormuz, noticiados pela imprensa norte-americana.
Os ataques, descritos como limitados pelo diário The Wall Street Journal (WSJ), terão visado a ilha de Qeshm.
Em resposta a uma pergunta da agência francesa AFP sobre um eventual envolvimento israelita nestes ataques, um porta-voz do exército israelita negou qualquer envolvimento de Israel.
Qeshm, situada à entrada do estreito de Ormuz, alberga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.
Segundo o WSJ, fontes norte-americanas descreveram os ataques como operações de caráter defensivo para limitar a capacidade do Irão de ameaçar o tráfego marítimo comercial no estreito de Ormuz, bloqueado desde o início da guerra, em fevereiro.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou as operações.
No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação dos Estados Unidos disseram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.
A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje de madrugada o derrube de dois 'drones' de reconhecimento norte-americanos nas imediações da ilha de Qeshm, de acordo com a agência espanhola EFE.
"O inimigo agressor norte-americano falhou na tentativa de alcançar os seus objetivos através do uso destes 'drones'", disse a Guarda Revolucionária num comunicado divulgado pela agência iraniana IRNA.
A agência de notícias estatal do Irão relatou cinco explosões de "forma contínua e consecutiva" nas imediações de Qeshm, que atribuiu a um possível "impacto dentro da ilha".
As autoridades locais não forneceram pormenores sobre o ocorrido nem confirmaram a origem das explosões, acrescentou a EFE.
Observadores no Médio Oriente receavam que os ataques contra o Irão pelas forças norte-americanas e israelitas pudessem ser retomados após as eleições intercalares de hoje nos Estados Unidos.
Os Estados Unidos reforçaram nas últimas semanas a presença militar na região e prepararam várias opções para uma eventual ampliação dos ataques, segundo o WSJ.
O Presidente norte-americano afirmou na segunda-feira que os Estados Unidos já tinham vencido a guerra contra o Irão e minimizou a importância de um possível reinício dos combates.
"Não sei se se pode sequer chamar a isto uma guerra, porque já há meses que não combatemos" disse Donald Trump aos jornalistas em Washington.
Leia Também: EUA lançam ataque contra ilha iraniana a poucas horas das eleições
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