Jato usado por Flávio Bolsonaro para fugir do Brasil é da Casa Branca
O candidato conservador derrotado no Brasil, Flávio Bolsonaro, que chegou aos Estados Unidos na quarta-feira após ter fugido do país, terá viajado para Miami num jato providenciado por um oficial da Casa Branca, avança o New York Times.
Filho do ex-Presidente de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Donald Trump, este senador, de 45 anos, denunciou uma "fraude eleitoral" e afirmou querer liderar a oposição a partir do território norte-americano.
Lula da Silva venceu com cerca de 51,7% a segunda volta das eleições presidenciais do Brasil e irá exercer o quarto mandato presidencial a partir do início do próximo ano.
Um dia depois de perder as eleições, Flávio Bolsonaro foi proibido de sair do Brasil e foi solicitado que entregasses os passaportes à Polícia Federal. Ainda assim, o conservador cruzou a fronteira com a Argentina, viajou até ao Equador e seguiu para os EUA, com o auxílio do governo Trump.
Ainda de acordo com o New York Times, o ex-candidato está nos Estados Unidos com uma autorização temporária de imigração, graças a uma intervenção direta do presidente dos Estados Unidos, mas em breve deverá conseguir autorização de residência.
Recorde-se que Donald Trump garantiu ontem que não se "vai meter" no que diz respeito ao senador brasileiro Flávio Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos e que chegou a afirmar ser o "verdadeiro presidente do Brasil".
"Não vou me meter", afirmou o presidente americano, questionado sobre essas declarações, acrescentando: "Foi uma eleição estranha, com certeza", referindo-se à votação vencida pelo presidente brasileiro em exercício, Luiz Inácio Lula da Silva.
"Acho que ele e a sua família foram tratados de forma muito injusta", acrescentou o presidente republicano, que respondeu a algumas perguntas antes de partir para um comício de campanha no Ohio (centro), nos EUA.
Hoje, no entanto, Trump voltou a pronunciar-se sobre o tema, classificando as eleições presidenciais brasileiras como vergonhosas e afirmando que irá falar com o seu homólogo, Lula da Silva, que venceu na segunda volta, no domingo.
"Esta eleição é uma vergonha para o povo brasileiro", declarou o Presidente norte-americano durante uma troca de palavras com a imprensa, referindo-se também a uma "situação vergonhosa".
Questionado pelo meios de comunicação social sobre a possibilidade de conversar com Lula, Trump respondeu: "Vou falar com ele, mas as eleições foram uma desgraça".
Flávio Bolsonaro, do Partido Liberal (PL), disse que não reconhecia a derrota e que iria pedir a anulação das eleições, criticando a prorrogação do prazo de fecho das urnas por duas horas, decidida na sequência da denúncia de problemas nos transportes públicos que prejudicaram a mobilidade de eleitores.
O candidato do PL obteve 48,23% dos apoios, segundo dados referentes a 99,89% da contagem dos votos nas urnas, com uma participação próxima de 80,8%.
Lula da Silva está a terminar o terceiro mandato presidencial, para o qual foi eleito em 2022, quando derrotou o então presidente Jair Bolsonaro, que atualmente cumpre prisão domiciliária por tentativa de golpe de Estado.
Os dois primeiros mandatos de Lula como Presidente da República do Brasil foram entre 2003 e 2011.
O Presidente brasileiro, que assumirá o seu quarto mandato em 05 de janeiro de 2027, tornou-se o primeiro Presidente na história do Brasil a ser eleito em quatro ocasiões diferentes.
Eleições no Brasil respeitaram "ditames constitucionais", diz TSEO presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) considerou que as eleições brasileiras decorreram dentro da normalidade e "com respeito aos ditames legais e constitucionais", apesar das alegações de fraude eleitoral feitas por Flávio Bolsonaro.
Notícias ao Minuto | 23:02 - 28/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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