Jordânia ataca grupos armados na Síria em retaliação por ataque a igreja
O exército da Jordânia anunciou ter realizado hoje ataques aéreos no sul da Síria contra "esconderijos de organizações terroristas", como retaliação por um ataque contra uma igreja do reino, que causou nove mortos.
Assim, caças militares, afirmou o exército jordano "destruíram várias posições terroristas" e mataram ou feriram "muitos membros" de grupos que acusa de estarem ligados ao ataque mortal cometido na sexta-feira contra uma igreja na aldeia de Hammoud, no sul da Jordânia.
Hoje de manhã, as forças de segurança da Jordânia prenderam três membros de uma mesma família, suspeitos do ataque àquela igreja, com o rei Abdullah II a reafirmar a sua firmeza contra aqueles que defendem ideologias obscuras.
Segundo o último balanço das autoridades, nove pessoas foram mortas e 25 ficaram feridas naquele ataque sem precedentes contra os cristãos do reino, levado a cabo na sexta-feira por homens armados na aldeia de Hammoud, no sul do país.
Os atacantes surgiram de rompante no recinto da igreja greco-ortodoxa de São Jorge antes de abrirem fogo contra um cortejo fúnebre, segundo a polícia.
Os três suspeitos, considerados "terroristas", foram presos numa casa abandonada na província de Karak, onde se tinham entrincheirado.
"Dois são irmãos e o terceiro é o cunhado deles. Todos aderem à ideologia takfirista (islamismo extremista)", esclareceu o diretor da Segurança Pública, Abdallah Maaytah, durante uma conferência.
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