Leilão da ANP: Petrobras e outras petroleiras arrematam 56 blocos para exploração de petróleo e gás
ANP faz leilões de petróleo e gás; bônus mínimos chegam a R$ 2,18 bilhões A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (7) dois leilões de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. Ao todo, 56 blocos foram arrem...
ANP faz leilões de petróleo e gás; bônus mínimos chegam a R$ 2,18 bilhões
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) realizou nesta quarta-feira (7) dois leilões de áreas para exploração e produção de petróleo e gás natural. Ao todo, 56 blocos foram arrematados, gerando mais de R$ 3,5 bilhões em bônus de assinatura aos cofres da União.
Pela manhã, sete dos 13 blocos do pré-sal ofertados pelo regime de partilha receberam ofertas, com ágio médio de 108%. À tarde, no leilão pelo regime de concessão, foram arrematados 49 blocos exploratórios e três áreas com acumulações marginais. (entenda mais abaixo)
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Entre as vencedoras dos dois leilões estão Petrobras, Prio Forte, Equinor Brasil, Aguila, Alvopetro, PetroReconcavo, Eneva e Petrom.
No leilão de concessão, realizado à tarde, a Petrobras arrematou, sozinha, 12 blocos exploratórios na Bacia de Campos, com uma oferta total de R$ 2,98 bilhões em bônus de assinatura. Com isso, a estatal respondeu pela maior parte do bônus arrecadado pelo governo com a concessão dos blocos.
A petroleira também formou um consórcio com a QatarEnergy para explorar águas ultraprofundas na Bacia do Ceará, na Margem Equatorial. Juntas, as empresas arremataram mais sete áreas.
🔎 Qual é a diferença entre concessão e partilha?
Partilha: usada no pré-sal e em áreas consideradas estratégicas. As empresas recuperam os custos da exploração e dividem com a União o restante da produção. No leilão, vence quem oferecer a maior parcela dessa produção ao governo. O bônus de assinatura é definido previamente.
Concessão: a empresa assume o risco da exploração e, se encontrar petróleo ou gás, fica com a produção. Em troca, faz pagamentos ao governo, como royalties. No leilão, a escolha do vencedor leva em conta o bônus de assinatura oferecido e as atividades de exploração prometidas
Leilão do pré-sal pelo regime de partilha
A sessão do 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, feita na manhã desta quarta-feira, ofereceu 13 blocos do pré-sal pelo regime de partilha, dos quais sete foram arrematados. Os bônus de assinatura somaram R$ 530,5 milhões.
Já os investimentos mínimos previstos, somente na primeira fase dos contratos (fase de exploração), são de R$ 778,4 mil.
🔎 O pré-sal é uma extensa região no fundo do mar que concentra grandes reservas de petróleo e gás abaixo de uma espessa camada de sal. No Brasil, essa área se estende por partes das bacias de Campos e Santos, no litoral do Sudeste.
As áreas foram arrematadas por Petrobras, Prio Forte e Equinor Brasil, além de dois consórcios: um formado por CNOOC Petroleum e Sinopec e outro composto por Equinor Brasil e Galp Energia Brasil.
Não houve concorrência entre diferentes interessados pelos blocos arrematados: cada uma das sete áreas recebeu apenas uma oferta. Os outros seis blocos não receberam propostas.
Vale destacar, no entanto, que o arremate não significa que já exista uma reserva comercial comprovada nessas áreas. As empresas ganham o direito de explorar os blocos e assumem o risco de não encontrar petróleo ou gás em quantidade economicamente viável.
🤔 O que é Oferta Permanente? Na Oferta Permanente, a ANP mantém áreas continuamente disponíveis para exploração de petróleo e gás. Diferentemente das rodadas tradicionais, o leilão é organizado quando empresas manifestam interesse em determinados blocos e apresentam as garantias exigidas.
Veja os blocos ofertados:
Bacia de Campos: Magnetita, Turmalina, Hematita, Larimar e Azurita;
Bacia de Santos: Jade, Aragonita, Cruzeiro do Sul, Opala, Granada, Cerussita, Rubi e Rodocrosita.
Veja quem arrematou os sete blocos:
Bacia de Campos
Magnetita: Prio Forte
Hematita: Prio Forte
Azurita: Petrobras
Bacia de Santos
Jade: consórcio formado por CNOOC Petroleum e Sinopec
Cruzeiro do Sul: Petrobras
Rubi: Equinor Brasil
Rodocrosita: consórcio formado por Equinor Brasil e Galp Energia Brasil
O edital da Oferta Permanente de Partilha prevê 23 blocos, mas dez não foram oferecidos na sessão desta quarta-feira. São eles: Ágata, Amazonita, Calcedônia, Calcita, Malaquita, Ônix, Quartzo, Safira Leste, Safira Oeste e Siderita.
Exploração de petróleo na costa do Amapá
Petrobras/Divulgação
Leilão pelo regime de concessão
A segunda sessão da ANP nesta quarta-feira foi a do 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão (OPC). Dos 308 blocos exploratórios oferecidos, 49 foram arrematados, gerando mais de R$ 3 bilhões em bônus de assinatura.
Os blocos arrematados estão localizados nas bacias Potiguar, Tacutu, Recôncavo, Parnaíba, Tucano Sul, Campos e Ceará. O bônus de assinatura representou um ágio médio de 3.511,27%.
Estão previstos investimentos de R$ 1,58 bilhão apenas na primeira fase dos contratos, a etapa de exploração. Dez empresas apresentaram ofertas, e nove delas saíram vencedoras.
Também foram arrematadas três áreas com acumulações marginais, distribuídas em dois setores, com bônus de assinatura de R$ 1,594 milhão, o que representou um ágio médio de 442,18%.
🔎 Áreas com acumulações marginais são aquelas onde já há conhecimento sobre a ocorrência de petróleo ou gás, mas com produção reduzida ou menor atratividade econômica.
Para essas áreas, estão previstos investimentos de R$ 4,5 milhões apenas na primeira fase dos contratos, a etapa de exploração. Duas empresas apresentaram ofertas, e ambas saíram vencedoras.
Entre os blocos exploratórios, venceram companhias como Petrobras, Aguila Energia, PetroReconcavo, Eneva, Petrom e Alvopetro.
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