Macron garante que França vai unir-se "contra quem semeia o caos"
O Presidente francês afirmou hoje que aqueles que "destruíram" e "saquearam" durante as manifestações serão "processados e punidos" e que França vai unir-se "contra os semeadores do caos que apenas procuram derrubar" as instituições.
"Não há lugar para a violência na nossa República. Aqueles que destruíram, atacaram as prefeituras e os estabelecimentos, e saquearam até as nossas câmaras municipais, serão processados e punidos", escreveu Emmanuel Macron numa mensagem publicada na rede social X.
"Vamos todos unir-nos contra os semeadores do caos, que apenas procuram derrubar as nossas instituições e impedem aqueles que expressam pacificamente as suas reivindicações de o fazer", acrescentou o chefe de Estado francês.
Momentos antes, na mesma rede social, o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, tinha responsabilizado "grupos de extrema-esquerda" pelos protestos violentos ocorridos em várias cidades francesas e prometeu levar até ao fim o projeto-lei que obriga os autores dos estragos a pagá-los.
"Não nos deixaremos intimidar", escreveu o chefe do executivo francês na sua conta oficial no X, dirigindo-se "àqueles que pretendem fazer destas violências um 'aquecimento' antes da eleição presidencial" do próximo ano.
As mensagens de Macron e Lecornu surgem numa altura em que a França, de norte a sul, assiste a protestos violentos, com manifestantes encapuzados e com máscaras a incendiarem carros, partirem lojas e arremessar objetos contra as forças de segurança, que têm ripostado com gás lacrimogéneo e granadas atordoantes.
Esta jornada nacional de protestos foi convocada pelos "coletes amarelos", movimento de contestação social que ganhou dimensão em França em 2018 e 2019, para contestar o custo de vida elevado.
O movimento estudantil que tem liderado nas últimas semanas uma vaga de contestação em França também apelou à participação nesta jornada.
800 mil pessoas participaram nos protestos em França. O que aconteceu?Cerca de 800 mil pessoas participaram hoje em protestos por toda a França contra o elevado custo de vida, segundo um balanço final divulgado por várias organizações que convocaram os movimentos.
Lusa | 19:30 - 17/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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