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Macron pede ao governo que retire "lições". "Espero respostas claras"

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Minuto Fonte Externa
18 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Macron pede ao governo que retire "lições". "Espero respostas claras"

O presidente francês fez, este domingo, uma declaração ao país na qual pediu ao governo que retire "todas as lições" dos atos de violência ocorridos no país durante o dia de ontem de modo a que estes "não possam voltar a repetir-se".

 

"Espero respostas claras e será feita toda a transparência", declarou Emmanuel Macron, acrescentando que encarregou o ministro do Interior de esclarecer o ocorrido. 

O chefe de Estado apontou também que as investigações serão levadas a cabo "com toda a diligência necessária, o mais rapidamente possível", cita o Le Monde.

Na mesma declaração, o presidente francês garantiu ajuda rápida aos comerciantes afetados pelos atos, expressando a sua "raiva" e "vergonha" perante o vandalismo. 

"Expresso o apoio da Nação às nossas forças da ordem e às nossas forças de segurança interna. Elas resistiram e fizeram o melhor que puderam", asseverou ainda. 

O primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, presidirá, já amanhã, a uma célula de crise para mobilizar as ajudas "o mais rápido possível" e prestar apoio às pessoas afetadas pelos atos de violência.

No início da declaração ao país, Macron denunciou ações de "elementos subversivos provenientes de pequenos grupos da extrema-esquerda, aos quais se juntaram numerosos delinquentes", que acusou de terem protagonizado uma "violência desenfreada".

O presidente francês apelou ainda aos partidos e às organizações que "condenem sem ambiguidades todos os atos de violência e apelem à calma". "O país precisa de ordem, de serenidade e não de uma escalada", considerou Macron.

Anteriormente, perante os atos de violência registados nos protestos de sábado - nos quais 550.000 pessoas saíram à rua, segundo o Ministério do Interior (mais de 800.000, segundo os organizadores) -, Macron publicou uma declaração para condenar a violência e garantir que os autores serão "perseguidos e punidos".

As autoridades francesas condenaram a desordem e a violência ocorridas durante os protestos de sábado nas principais cidades do país, que terá afetado 1.500 comerciantes e causado centenas de milhões de euros em prejuízos.

[Notícia atualizada às 19h33]

Mais de 30.000 pessoas envolvidas em pilhagens em Marselha

As autoridades francesas contabilizaram mais de 30.000 pessoas envolvidas em pilhagens durante os motins em Marselha, no sábado, em meio a protestos de descontentamento social em França.

Lusa | 17:33 - 18/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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