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Mais de 3.000 pessoas deslocadas em Hebron após operação israelita

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Mais de 3.000 pessoas deslocadas em Hebron após operação israelita

Mais de 3.000 pessoas, entre elas cerca de 500 famílias, foram deslocadas em Hebron desde sexta-feira, dia do início de uma operação do exército israelita após um ataque mortal na Cisjordânia ocupada, informaram hoje as autoridades locais.

 

No total, 3.189 pessoas foram deslocadas devido à operação militar em curso em Hebron», declarou o município, que fez acompanhar o comunicado de um relatório estatístico sobre as famílias afetadas.

Segundo o documento, foram identificadas 491 famílias deslocadas, incluindo 209 crianças com menos de dois anos e 258 pessoas com 60 ou mais anos.

Dois soldados israelitas, de 20 e 23 anos, foram mortos na sexta-feira num ataque perpetrado por dois atacantes palestinianos perto de Hebron, a maior cidade do território ocupado por Israel desde 1967.

Na sequência do ataque, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, anunciou o lançamento de uma ampla operação militar «antiterrorista» na Cisjordânia, tendo o exército entrado no bairro onde residiam os autores do ataque e ordenado aos habitantes que reunissem os seus pertences e abandonassem as casas.

A operação militar, centrada na cidade de Hebron, local do ataque de sexta-feira, ocorre dias antes das eleições em Israel, que são encaradas como um referendo sobre a liderança do atual primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e as suas políticas de segurança durante os últimos três anos de guerra.

No âmbito desta operação, o exército israelita afirmou que a maioria dos trabalhadores palestinianos com autorizações não poderá entrar nos colonatos israelitas da Cisjordânia domingo e hoje e que os postos de passagem para Israel permanecerão fechados até depois das eleições israelitas de terça-feira.

Segundo as forças armadas de Israel, foram realizadas operações em mais de 400 locais diferentes durante o fim de semana e detidos 40 palestinianos que alegadamente estão ligados aos grupos terroristas Hamas ou Jihad Islâmica.

Leia Também: Mais de 2.600 deslocados à força em Hebron

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