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Médicos na RDCongo dançam para celebrar alta de doente com Ébola

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Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Médicos na RDCongo dançam para celebrar alta de doente com Ébola

Os profissionais de saúde de Mongbwalu, no nordeste da República Democrática do Congo, celebraram uma importante vitória contra a epidemia de Ébola. A última paciente internada teve alta, o que deu direito a uma dança de felicidade.

 

A equipa, que trabalha numa unidade gerida pela organização Médicos Sem Fronteiras, começou a cantar e a dançar para celebrar o facto de a paciente ter recuperado e poder voltar a casa.

Num vídeo do momento, divulgado nas redes sociais e que pode ver na galeria acima, a organização destacou que, "em Mongbwalu, na província de Ituri, viveram-se momentos de alegria com a alta do último doente com Ébola confirmado no centro de tratamento dos Médicos Sem Fronteiras (MSF), que recuperou da doença".

"No entanto, a epidemia está longe de estar controlada: foram registados mais de 10 mil casos. As equipas dos Médicos Sem Fronteiras continuam mobilizadas no terreno", alertou.

Na terça-feira, as autoridades congolesas informaram que a epidemia de ébola declarada a 15 de maio na República Democrática do Congo ultrapassou os 10 mil casos confirmados, incluindo 4.887 mortes. 

De acordo com o último relatório publicado pelo Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP) da RDCongo, com dados recolhidos até 25 de outubro, foram registados 10.060 casos confirmados, com uma taxa de letalidade de 48,6%.

Segundo o documento, 2.684 doentes recuperaram da doença até à data, e a taxa de rastreio de contactos é de 81,6%.

De acordo com o relatório, as províncias orientais de Ituri e Kivu do Norte são as mais afetadas no país, com 32 e 58 novos casos registados nas últimas 24 horas, respetivamente.

No total, a epidemia afeta oito das 26 províncias da RDCongo: Ituri e Kivu do Norte, em Tshopo (centro-norte), Bas-Uélé (norte), Haut-Uélé (nordeste), Kivu do Sul (leste), Ubangi do Sul (noroeste) e Ubangi do Norte (norte).

Este surto, o segundo mais mortífero e contagioso da história a nível mundial, já ultrapassou o que ocorreu na mesma região congolesa entre 2018 e 2020, embora ainda esteja longe do mais grave até à data, que causou cerca de 11.000 mortes e 28.000 infeções na África Ocidental entre 2014 e 2016.

A estirpe Bundibugyo, que causa a epidemia atual, não tem tratamentos específicos, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) está a trabalhar em duas vacinas que iniciaram os ensaios de fase 1 em humanos e que, até ao momento, se têm mostrado seguras, embora o seu desenvolvimento possa demorar vários meses.

Entretanto, a RDCongo lançou uma campanha de imunização contra o Ébola no final de agosto, utilizando a vacina Ervebo, a única disponível em larga escala. Embora inicialmente desenvolvida para a variante Zaire, mais comum do vírus, a vacina apresentou resultados promissores contra a variante Bundibugyo em animais.

A OMS anunciou também na passada sexta-feira o início de um ensaio clínico na RDCongo para avaliar várias potenciais vacinas contra esta estirpe.

O vírus ébola transmite-se por contacto direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, vómitos, diarreia e hemorragia interna.

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O Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC) pediu hoje que se fortaleça a resposta ao surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo), após ultrapassarem os 10 mil casos confirmados.

Lusa | 13:07 - 28/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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