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Mehrdad Akhlaghi nomeado ministro da Defesa do Irão

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Minuto Fonte Externa
18 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
Mehrdad Akhlaghi nomeado ministro da Defesa do Irão

Mehrdad Akhlaghi, alvo de sanções da ONU, assumiu hoje formalmente a pasta da Defesa no Governo do Irão, substituindo no cargo o anterior ministro, morto no primeiro dia do ataque israelo-americano em 28 de fevereiro, foi hoje anunciado.

 

Segundo a televisão estatal iraniana, Mehrdad Akhlaghi recebeu hoje o voto de confiança do parlamento, que tem de dar sistematicamente o seu aval para que um ministro possa assumir funções, mas que também pode destituí-lo.

"O reforço da Frente de Resistência [grupos armados hostis a Israel e aliados do Irão], ainda mais do que anteriormente, constituirá também um dos eixos principais do meu programa", declarou o novo ministro perante o parlamento, segundo declarações citadas pela agência de notícias Tasnim.

Mehrdad Akhlaghi, de 68 anos, não é militar, tendo trabalhado 42 anos para o Ministério da Defesa, que irá agora dirigir.

Desde 2013, estava à frente da Organização das Indústrias de Defesa Iranianas, um organismo ligado ao Ministério da Defesa responsável pela conceção e fabrico de equipamento militar.

Segundo a imprensa local, Mehrdad Akhlaghi trabalhou durante muitos anos nas indústrias aeroespaciais e balísticas iranianas.

Nesse contexto, está sujeito, desde 2007, a sanções da ONU relacionadas com o programa balístico e nuclear do Irão, que há décadas alimenta as tensões com os países ocidentais, em particular os Estados Unidos, mas também o seu aliado israelita, inimigo jurado da República Islâmica, recorda a AFP.

Ao abrigo destas sanções, os seus eventuais ativos no estrangeiro estão congelados.

Há quase oito meses que este cargo estratégico era ocupado interinamente por um general da Guarda Revolucionária, Majid Ebnelreza, que era o adjunto do anterior ministro, o general Aziz Nassirzadeh, no cargo desde 2024 até à sua morte, a 28 de fevereiro, no ataque israelo-americano contra o Irão.

O ataque, que matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Abdolrahim Moussavi, o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e Ali Shamkhani, influente conselheiro para a segurança, marcou o início da guerra no Médio Oriente.

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