Pular para o conteúdo
Publicidade

Milhares de pessoas na Praça D. João I aguardam a assembleia popular

M
Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Milhares de pessoas na Praça D. João I aguardam a assembleia popular

A Praça D. João I, no Porto, voltou esta tarde a encher-se com populares, que ao som de músicas de resistência espanhola e brasileira a ecoarem de colunas, aguardavam pelo início da assembleia popular agendada para esta noite.

 

 
Pelas 18:30, a agência Lusa constatou no local milhares de pessoas concentradas na Praça D. João I, onde esta madrugada voltaram a repetir-se episódios de violência contra os manifestantes.

As tendas, os tapetes e as mantas que no sábado estavam arrumadas e guardadas por secções desapareceram e não estão visíveis.

Meia hora depois, estavam concentradas na Praça D. João I milhares de pessoas a gritar a frase de ordem de "Fascismo nunca mais" e a bater palmas, aguardando pelo início da assembleia popular.

Às 19:33, os milhares de populares começaram a declarar "somos todos antifascistas" ao som de bombos e palmas. Por esta altura ainda não tinha começada a assembleia popular que estava agendada começar às 19:00.

Depois de cantarem Grândola Vila Morena houve palmas e a frase gritada "Fascismo nunca mais, 25 de Abril sempre".

A poucos metros de distância da Praça D. João I, na Cordoaria, estão colocados vários exemplares de viaturas do exército e várias exposições para publicitar o trabalho do exército.

Na rede social Instagram, na página "Acampada Porto", pode ler-se no mural que "o fascismo acordou, mas a resistência também" ou "Mais uma vez perdemos tudo o que tínhamos construído, todos os nossos bens materiais, pessoais e comunitários, mas não perdemos a esperança. O sangue dos nossos camaradas não será em vão. Voltaremos".

A PSP dispersou hoje de madrugada, à bastonada e com recurso a cães, as manifestações pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto, após mais de duas horas de tensão e ordens para que as pessoas saíssem e as tendas fossem retiradas.

A polícia interveio depois de os manifestantes não terem acatado as ordens, invocando o direito constitucional à manifestação.

Segundo a PSP, registaram-se, no total, 33 manifestantes feridos, 27 dos quais em Lisboa e seis no Porto.

Em comunicado, a Acampada de Lisboa refere dezenas de feridos, 37 dos quais no Porto.

A Amnistia Internacional – Portugal disse hoje estar "profundamente preocupada com o uso excessivo e desproporcionado" da força policial para dispersar as acampadas de Lisboa e Porto que aconteceram durante a madrugada.

"Estamos profundamente preocupados com o facto de o uso da força pela polícia ter sido excessivo e indiscriminado e de a operação policial - e, em especial, o uso excessivo e desproporcionado de bastões e outro equipamento por parte da polícia - ter resultado em dezenas de feridos", afirmou o diretor executivo da Amnistia Internacional – Portugal, João Godinho Martins.

[Notícia atualizada às 19h55]

AO MINUTO: Personalidades exigem ação de Seguro; 27 feridos em Lisboa

Acompanhe aqui AO MINUTO os desenvolvimentos nos protestos contra a crise da habitação.

Notícias ao Minuto | 07:43 - 25/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.