Pular para o conteúdo
Publicidade

Mina de Sal-Gema em Loulé convida a viagem ao centro da terra

M
Minuto Fonte Externa
8 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Mina de Sal-Gema em Loulé convida a viagem ao centro da terra

A Mina de Sal-Gema, sob a cidade de Loulé, convida a uma viagem ao centro da terra onde há milhões de anos existia mar e, a partir de novembro, o público vai poder almoçar a 230 metros de profundidade.

O acesso à mina, atualmente sem extração de sal e apenas dedicada a atividades turísticas e científicas, é feito através de um pequeno elevador numa viagem de três minutos que transporta o visitante para uma atmosfera cénica.

Antes da entrada no elevador, o geólogo Renato Godinho distribui coletes refletores e capacetes, enquanto vai explicando que os almoços subterrâneos, que duram cerca de duas horas, pretendem recriar a antiga tradição mineira das marmitas.

"A ideia será receber 20 pessoas, que fazem a descida à mina e têm a oportunidade de conhecer também a coleção de Santa Bárbara, a padroeira dos mineiros, o que muitas das vezes é uma experiência que nem toda a gente consegue ter", refere.

Numa profundidade equivalente a um prédio de 70 andares, foi sendo escavado um labirinto de galerias e câmaras com 45 quilómetros de extensão, a partir da década de 1960, mas desde 2019 começaram a desenvolver-se na mina atividades alternativas à extração de sal-gema, com uma forte componente turística.

Renato Godinho acrescenta que está previsto que os almoços subterrâneos aconteçam duas vezes por mês, para um grupo limitado de 20 pessoas, num menu que é servido em marmitas e recria a gastronomia da serra algarvia.

"O intuito é recuperar ou estar a experienciar as comidas do antigamente, da serra, as comidas do mineiro", explica, sublinhando que o objetivo é atrair não só turistas como residentes, ou seja, ter uma ocupação regular.

O projeto nasceu de uma parceria entre a Associação das Terras e das Gentes da Dieta Mediterrânica, e a Tech Salt, promotora do espaço, que já ali organizou eventos culturais e gastronómicos, embora sem regularidade.

Mas, quem pensar que pode estar inseguro àquela profundidade, desengane-se: se houver um sismo, a probabilidade de ali ser sentir é quase inexistente. Isto porque as rochas de sal-gema têm propriedades que absorvem os possíveis impactos das ondas sísmicas, explica Alexandre Andrade, diretor operacional da TechSalt.

Mesmo junto à galeria onde é servido o almoço, está a exposição "Santa Bárbara, Padroeira de Mineiros e de Outras Artes", inaugurada em 2022 e que dá a conhecer uma devoção associada à vida e aos riscos do trabalho subterrâneo.

A mostra, constituída por 160 peças desde o século XVI até à época contemporânea, pertence à coleção de Fernando de Mello Mendes, engenheiro de minas e professor do Instituto Superior Técnico que, sendo filho e neto de mineiros, reuniu, durante quase 50 anos, peças relacionadas com aquela divindade.

Após a sua morte, a preservação da coleção permitiu evitar a dispersão do acervo e instalar uma parte substancial, em permanência, na mina de Loulé.

A experiência do almoço mineiro, que inclui o acesso à exposição e uma visita guiada em português e inglês, custa 50 euros e pode ser reservada através do sítio na Internet da TechSalt.

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.