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Ministros moçambicanos doam dia de salário para apoiar centro oncológico

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Ministros moçambicanos doam dia de salário para apoiar centro oncológico

Os membros do Conselho de Ministros moçambicano vão doar pelo menos um dia de salário para apoiar a reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo, afetados por um incêndio ocorrido no domingo, anunciou hoje o Governo.

 

O porta-voz do executivo, Inocêncio Impissa, anunciou a decisão, tomada em reunião ordinária do Conselho de Ministros, referindo que surge numa altura em que decorrem investigações para apurar as causas do incidente e continuam os levantamentos dos danos provocados pelo fogo no único centro de tratamento oncológico do país.

"Os membros do Conselho de Ministros decidiram doar um mínimo de um dia de salário por cada membro em apoio aos esforços de reposição dos serviços de oncologia do Hospital Central de Maputo", disse.

O incêndio ocorreu domingo no serviço de Oncologia do Hospital Central de Maputo, que tinha 22 doentes internados, retirados a tempo, sem registo de vítimas, segundo informação avançada pelo Governo.

Segundo o porta-voz, o Governo continua a acompanhar os trabalhos de avaliação das consequências do incêndio para determinar as necessidades de recuperação da unidade.

"O que está a ser feito é fazer-se os levantamentos, ver-se o conjunto de necessidades e que tipo de intervenções são necessárias para conseguir fazer-se a reposição", explicou Impissa.

O porta-voz adiantou que ainda não existe uma estimativa financeira para a reconstrução dos serviços afetados, uma vez que a avaliação se encontra numa fase inicial: "Primeiro é identificar as causas, identificar os danos. Inclusive fazer um levantamento dos equipamentos destruídos".

De acordo com o responsável, os levantamentos preliminares indicam que nem todos os equipamentos foram destruídos pelas chamas.

O porta-voz destacou igualmente a mobilização de cidadãos e instituições após o incêndio, agradecendo o apoio prestado desde os primeiros momentos da ocorrência.

"O Governo agradece a onda de solidariedade nacional e internacional que desde os primeiros momentos tem recebido", declarou.

O responsável alertou, contudo, para a existência de tentativas de burla através de páginas e contactos falsamente associados à campanha de solidariedade, apelando para que quaisquer apoios sejam canalizados apenas pelos meios oficialmente anunciados pelo Ministério da Saúde.

Quanto à assistência aos doentes, Impissa garantiu que foram encontradas alternativas para assegurar a continuidade dos tratamentos.

Dos 22 pacientes internados na altura do incêndio, 12 já tiveram alta, enquanto os restantes continuam sob acompanhamento médico. Paralelamente, os serviços mantêm o atendimento diário de cerca de 90 doentes em regime ambulatório e de consulta.

O Governo moçambicano criou uma unidade de apoio a doentes oncológicos, após o incêndio, para acolher doentes que necessitam de internamento e os que fazem tratamento ambulatório, que se deslocam ao hospital para receber cuidados e regressam a casa no mesmo dia.

Foi também criado um gabinete de atendimento aos utentes e familiares afetados pela situação, cujos contactos serão divulgados posteriormente, anunciou anteriormente o ministro da Saúde, Ussene Isse.

Durante o incêndio, a intervenção dos bombeiros impediu que as chamas se propagassem a outras áreas, nomeadamente ao piso térreo, onde funciona o serviço de radioterapia.

O fogo não atingiu a parte inferior do abrigo subterrâneo onde se encontra o acelerador linear, mas os equipamentos de radioterapia são sensíveis ao calor e à energia, pelo que os danos continuam a ser avaliados por peritos.

Leia Também: Moçambique enfrenta défice de 229,3 milhões de euros

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