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"Montenegro esconde-se, dá ordens ilegais e desaparece. É lamentável"

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Minuto Fonte Externa
27 de outubro de 2026 • 2 min de leitura
"Montenegro esconde-se, dá ordens ilegais e desaparece. É lamentável"

Fabian Figueiredo criticou esta manhã o silêncio de Luís Montenegro considerando que este "mostra que o primeiro-ministro não consegue resolver nenhum dos problemas que preocupam os portugueses".

 

"Esperemos que o PM esteja presente no debate do Orçamento do Estado, " disse, lembrando que este já faltou ao Conselho de Ministros.

O deputado do Bloco de Esquerda lembrou que Portugal vive "o mais grave problema de habitação" da sua história e que Lisboa "é o sítio do país onde as pessoas ficam com menos dinheiro para gastar depois de pagaram as suas rendas ou as prestações das suas casas".

Por isto, disse esperar que Luís Montenegro "não falte" hoje ao debate do Orçamento do Estado, à semelhança do que fez no último Conselho de Ministros e disse esperar não ter de apresentar as suas questões a "Leitão Amaro" ou a outro ministro indigitado pelo chefe do Governo.

"Bem podem mandar o senhor líder parlamentar exercer a força da suas cordas vocais para a TV mas uma coisa é primeiro-ministro estar no gabinete e não dar entrevistas, outra é falhar reuniões de Conselho de Ministros", disse, atirando ainda que perante um grave problema de habitação, "o Governo está em fuga" e isto "não se compreende seja-se da AD ou da esquerda".

"O primeiro-ministro esconde-se atrás da polícia, dá ordens ilegais à polícia e esconde-se. É lamentável", atirou, dizendo que o "PM deve pôr o pé na rua e ouvir as pessoas"

O deputado do Bloco tem estado presente nas várias ações de protesto contra a crise na habitação. 

Os atuais protestos contra a crise na habitação tiveram início no Porto a 10 de outubro e expandiram-se a Lisboa, mas já motivaram também concentrações noutras cidades, dias depois da aprovação parlamentar da nova lei do arrendamento, agora em discussão na especialidade.

As iniciativas, promovidas por movimentos cívicos e difundidas pelas redes sociais, reivindicam medidas que respondam à crise no setor, o controlo dos preços dos bens essenciais e dos combustíveis e defendem impostos sobre os lucros extraordinários das grandes empresas do setor bancário.

[Notícia atualizada às 12h15]

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