NATO anuncia mobilização de meios adicionais para o mar Negro
A NATO vai mobilizar meios adicionais para o mar Negro, na sequência de uma série de ataques com drones contra navios comerciais, anunciou hoje uma porta-voz da Aliança Atlântica.
Desde o início de outubro, os incidentes têm-se multiplicado ao largo da Bulgária e da Roménia, países membros da União Europeia e NATO, com ataques atribuídos a drones russos, no contexto da guerra travada pela Rússia na Ucrânia.
Os embaixadores da NATO reuniram-se hoje para debater o assunto em Bruxelas.
A Aliança "enviará recursos adicionais para a região, nomeadamente para apoiar as atividades de vigilância, reconhecimento e investigação", sublinhou a porta-voz da NATO, Allison Hart, no final da reunião.
"Continuaremos a apresentar uma frente comum e a garantir que estamos preparados e aptos a fazer face a qualquer ameaça", assegurou.
Um avião norte-americano de patrulha marítima e reconhecimento, o P-8 Poseidon, começou a operar sobre o mar Negro a pedido da Bulgária, informação que foi confirmada pelo primeiro-ministro búlgaro, Roumen Radev.
Na quinta-feira, o secretário-geral da NATO, Mark Rutte, reuniu-se em Bruxelas com Radev e o Presidente romeno, Nicusor Dan, e garantiu na altura que a Aliança iria continuar a adaptar a sua capacidade de defesa e dissuasão perante os recentes ataques contra navios comerciais no mar Negro.
Na mesma ocasião, o Presidente romeno afirmou que os aliados mantêm "o compromisso de defender cada centímetro" do território da Roménia, incluindo as águas e o espaço aéreo.
"A situação no mar Negro é grave. Estão a ocorrer ataques e afundamentos de navios mercantes. Há marinheiros mortos, feridos e desaparecidos muito perto das costas da Roménia e da Bulgária", afirmou Dan.
Segundo o chefe de Estado romeno, estão em causa "vidas humanas, o comércio mundial e as infraestruturas críticas".
A Roménia anunciou no sábado ter abatido dois drones russos sobre o mar Negro.
A 06 e a 13 de outubro, quatro navios mercantes foram atingidos por drones na zona económica exclusiva da Bulgária no Mar Negro.
Dois afundaram-se e 21 marinheiros estão desaparecidos.
O mar Negro constitui uma artéria marítima essencial para a exportação mundial de cereais, recursos energéticos e matérias-primas para a indústria, o que torna a sua estabilidade vital para a segurança alimentar e energética internacional.
A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, denunciou hoje a intensificação dos ataques russos na região, advertindo que poderão provocar uma crise alimentar mundial. Nas mesmas declarações, a representante europeia instou Moscovo a deixar de impedir a exportação de cereais ucranianos.
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Lusa | 20:32 - 19/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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