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NATO: Kyiv e Aliados trabalham para "paz justa e duradoura"

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Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
NATO: Kyiv e Aliados trabalham para "paz justa e duradoura"

A NATO deu hoje indicações de estar a trabalhar em conjunto com a Ucrânia e os aliados de Kyiv numa solução que permita uma "paz justa e duradoura" entre ucranianos e russos.

 

Uma porta-voz da NATO disse que representantes da organização, dos Estados Unidos, da Ucrânia, de países europeus e da União Europeia (UE) se reuniram na quinta-feira, em Bruxelas, no âmbito das próximas conversações entre Kyiv e Moscovo.

As conversações, sob mediação norte-americana, estão previstas para 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos.

A reunião em Bruxelas "visou fazer progredir um fim justo e duradouro para a guerra na Ucrânia", afirmou a porta-voz da NATO Allison Hart, citada pela agência francesa AFP.

As conversações de Abu Dhabi vão retomar o diálogo interrompido pela guerra israelo-americana contra o Irão, iniciada em fevereiro.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, prometeu um próximo acordo "muito grande" com a Rússia sobre a Ucrânia, que "poderá englobar toda a Europa".

Um dos negociadores norte-americanos, Jared Kushner, genro de Trump, precisou que se trata de alcançar "uma arquitetura de segurança europeia mais ampla, suscetível de contribuir para criar as condições de uma paz duradoura".

A expressão "arquitetura europeia de segurança" é um dos elementos de linguagem-chave do Kremlin (presidência russa) há vários anos.

O Presidente russo, Vladimir Putin, voltou a recordá-lo em 22 de outubro durante uma entrevista à televisão estatal.

"O objetivo destas discussões será tratar a questão das garantias de segurança tanto para a Ucrânia como para a Rússia (...) no âmbito de um acordo final" para a segurança europeia, declarou.

Os países europeus receiam que esta nova "arquitetura europeia de segurança" passe por um enfraquecimento da NATO.

Kushner, que participou na quinta-feira por videoconferência na reunião de Bruxelas, afirmou que a NATO continuará "no centro da defesa coletiva europeia".

A iniciativa tomada por Trump apoiar-se-á "nas instituições e nos compromissos existentes", assegurou.

"O nosso objetivo é implementar disposições concretas que respondam às preocupações de todas as partes em matéria de segurança, reduzam o risco de conflitos futuros e criem um ambiente de segurança mais estável e previsível", precisou.

Os europeus esperam "dois meses difíceis" antes da tomada de posse do novo Congresso, de maioria democrata, resultante das eleições intercalares de terça-feira nos Estados Unidos, alertou um alto responsável europeu.

"Trump vai tentar vender tudo ao desbarato à Rússia agora", advertiu, citado pela AFP sem o identificar.

Os europeus também se queixam de não participarem diretamente nas conversações tripartidas e o chanceler da Alemanha, um dos países que mais ajudam a Ucrânia, exigiu na terça-feira que a voz da Europa seja ouvida.

"Os elementos centrais de uma solução de paz, quer seja sobre sanções ou sobre a arquitetura de segurança, só podem ser resolvidos connosco, os europeus, e todos os envolvidos sabem-no com total clareza", afirmou então Friedrich Merz.

A Rússia invadiu a Ucrânia para "desmilitarizar e desnazificar" o país vizinho, como anunciou Putin em fevereiro de 2022, quando ordenou a ofensiva militar.

A invasão desencadeou um conflito armado que tem sido considerado como o mais mortífero na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945), embora se desconheça o número exato de vítimas, tanto militares como civis.

A Rússia já tinha invadido a Ucrânia em 2014, quando anexou a península da Crimeia, cuja devolução é exigida pelas autoridades ucranianas.

Kyiv também exige a retirada das tropas russas que ocupam parcialmente as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia desde o início da guerra, que Moscovo reclama como parte da Rússia.

A Ucrânia foi uma república da União Soviética desde a fundação do bloco comunista controlado por Moscovo, em 1922, até à sua dissolução em 1991.

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