Negociações entre Kyiv e Moscovo entre 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi
A Rússia e a Ucrânia vão manter negociações em 10 e 11 de novembro em Abu Dhabi, com mediação dos Estados Unidos, revelou na segunda-feira o emissário norte-americano Steve Witkoff.
"As discussões abordarão as disposições de segurança para o pós-guerra, a desescalada, os esforços humanitários e os próximos passos para a paz", detalhou Steve Witkoff na rede social X.
Steve Witkoff acrescentou que os negociadores norte-americanos vão reunir-se esta semana, em Bruxelas, com representantes de França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia e NATO para "debater as garantias de segurança para a Ucrânia, a arquitetura de segurança europeia no pós-guerra e as oportunidades económicas para apoiar a reconstrução do país".
"Esperamos consolidar os avanços obtidos em Kyiv, Oslo e São Petersburgo, visando um acordo de paz abrangente e duradouro que proporcione segurança permanente para as próximas gerações", concluiu na mesma nota no X.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tinha dito no domingo que estava disponível para reunir-se com o homólogo russo, Vladimir Putin, pois considera que é necessário negociar ao mais alto nível para conseguir pôr fim à guerra.
A Ucrânia relatou na segunda-feira vários ataques russos contra uma escola, onde era distribuída ajuda humanitária, que fizeram pelo menos 26 mortos.
Estes ataques ocorrem numa altura em que Moscovo retomou os combates e os bombardeamentos na região vizinha de Kherson (sul), após uma rara trégua local negociada para a evacuação da cidade de Olechky, que se encontra sob ocupação russa.
No domingo, a Rússia recusou prolongar o cessar-fogo que teve início na manhã de terça-feira, possibilitou a retirada de habitantes da cidade, situada na linha da frente na região de Kherson — uma zona com acessos minados, sob fogo cruzado de drones russos e ucranianos, e que enfrenta graves escassezes há meses.
Trata-se do cessar-fogo mais longo desde o início da invasão russa em larga escala da Ucrânia, desencadeada em fevereiro de 2022.
Nem Kyiv nem Moscovo reportaram violações do acordo, ao contrário de outros cessar-fogos parciais, como o que ocorreu durante a Páscoa ortodoxa.
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