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O treinador português em que o Arsenal pensou antes de contratar Arteta

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
O treinador português em que o Arsenal pensou antes de contratar Arteta

Um novo livro, intitulado "Arsenal: The Inside Story of Arsenal's Rebirth Under Mikel Arteta", da autoria de Sam Dean, repórter do jornal britânico The Telegraph, revela que Vítor Pereira foi um dos nomes equacionados pela direção do Arsenal, em 2019, aquando da demissão de Unai Emery e consequente contratação de Mikel Arteta.

 

Na altura, o português estava ao leme do Shanghai SIPG, após passagens por FC Porto, Al-Ahli Jeddah, Olympiacos, Fenerbahçe e 1860 Munique, com uma série de títulos conquistados pelo meio, assim como um trabalho que chamou a atenção dos gunners. No entanto, a lista de candidatos não se ficou por aqui.

Roberto Martínez, espanhol então selecionador da Bélgica (e, mais tarde, de Portugal, entre 2023 e 2026), também chegou "longe" no processo de procura por um novo timoneiro, sobretudo, devido à maneira como consolidara Wigan Athletic e Everton na Premier League, não muito tempo antes.

Entre os técnicos ponderados pela histórica formação londrina encontravam-se, ainda, Carlo Ancelotti, Patrick Vieira, Mauricio Pochettino, Julian Nagelsmann e Massimiliano Allegri, todos eles com provas dadas, mas a opção acabou por recair sobre Mikel Arteta, que, na altura, estava bem mais 'verde'.

Mikel Arteta já tinha dado indicações de que poderia dar treinador, durante o período em que representou o Arsenal, enquanto jogador, entre 2011 e 2016, mas a verdade é que, na altura em que foi escolhido como o homem certo para suceder ao compatriota Unai Emery, era um autêntico 'tiro no escuro'.

Antes de seguir viagem rumo ao Emirates Stadium, a única experiência que o antigo internacional espanhol tinha no banco de suplentes fora na qualidade de adjunto de Pep Guardiola, no Manchester City, entre 2016 e 2019, motivo que levou a estrutura dos gunners a elencar toda uma série de alternativas.

"Mikel Arteta estava a tal nível preparado que eu senti que ele já estava dentro do clube"

Foi por isso que Edu Gaspar, então diretor desportivo, procurou falar com quem melhor o conhecia: "Eu entrevistei seis treinadores, todos eles com grande experiência. O único que não tinha grande experiência era o Mikel. Quando eu decidi dar uma oportunidade ao Mikel, enviei-lhe uma mensagem e liguei-lhe".

"Começámos a falar ao telefone sobre a possibilidade, a situação, o projeto e tudo. Aquela conversa durou uma hora, facilmente, e divertimo-nos muito, ao telefone, a falar sobre família, cultura, projetos, tudo, mas não muito sobre futebol. Acabámos aquele telefonema como amigos. Ambos desfrutámos muito", confessou.

"Apresentei ao Mikel aquilo que acreditávamos ser correto para o clube. Falei com ele sobre o plantel, a cultura, a estratégia e tudo aquilo que tinha pensado, nos meus seis meses no clube, e o Mikel estava extremamente preparado para a conversa. Estava a tal nível preparado que eu senti que ele já estava dentro do clube", prosseguiu.

"Ele apresentou e falou sobre tudo. Tudo. Foi extremamente impressionante a maneira como ele apresentou a sua estratégia, a maneira como via o clube e também o entusiasmo que tinha para começar o projeto. Eu pensei 'Wow, este tipo está preparado para o nível seguinte'. Gostei muito que ele fosse um tipo que era extremamente detalhado", concluiu.

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