Omoda 7 posto à prova. Conduzimos o SUV híbrido plug-in chinês
O Omoda 7 SHS-P é a proposta da marca do grupo Chery para o universo dos C-SUV. É um modelo híbrido plug-in, que está acima do Omoda 5 de entrada e abaixo do Omoda 9 - que ocupa o topo da gama.
O Auto ao Minuto esteve durante alguns dias ao volante deste automóvel chinês e vamos contar o essencial sobre o mesmo.
Disponível em versão única no mercado português, tem uma motorização híbrida plug-in com um propulsor térmico de quatro cilindros em linha e 1,5 litros de cilindrada, combinado com um motor elétrico. Ambos têm 143 cv de potência, sendo o combinado do sistema 279 cv e 365 Nm de binário. A caixa é automática DHT (transmissão híbrida dedicada) e a tração é dianteira.
A energia para o motor elétrico é armazenada numa bateria de fosfato de ferro e lítio com 18,4 kWh de capacidade, recarregável dos 10 aos 80 por cento em 25 minutos (carregamento em corrente contínua a 40 kW nas condições ideais). A autonomia elétrica combinada anunciada é de até 90 km, enquanto a combinada chega aos 1.200 km.
Disponível apenas numa versão (Premium), o Omoda 7 SHS-P custa desde os 44.900 euros ou, sem IVA, desde os 36.504,06 euros + IVA.
Como é na estrada?Volante multifunções desportivo© Notícias ao Minuto
Dissemo-lo do Jaecoo 7 SHS-P e ficámos com uma sensação similar do Omoda 7 SHS-P: não se trata de um carro particularmente divertido de conduzir ou empolgante, mas é confortável. Não apresenta reações inesperadas e é "certo" nas suas atitudes.
O volante desportivo aquecido de dois raios forrado a pele sintética tem boa pega e a posição de condução é alta o suficiente para providenciar uma sensação de boa visibilidade e de controlo. Estamos sentados num banco com função de memória, ajustável eletricamente, aquecido e ventilado (tal como o do passageiro da frente). A direção é algo leve, mas faz a sua função essencial - vira o carro com segurança e reage bem. Sentimos um pedal de travão algo duro.
Temos algo a apontar na fase de aceleração. Por vezes, aparenta ter um ligeiro atraso entre o "input" no pedal do acelerador e a resposta. E, depois de largarmos o pedal, parece continuar a acelerar sozinho por instantes muito breves. Em todo o caso, o desempenho é mais do que suficiente para este carro que pesa quase duas toneladas (em ordem de marcha), mesmo se o solicitarmos para uma aceleração mais repentina em autoestrada.
Do lado bom, o sistema híbrido funciona de forma suave, as transições entre o modo elétrico e a combustão mal se notam, enquanto a caixa cumpre a sua função sem nada a assinalar. Se a bateria tiver pouca carga, o automóvel pede a confirmação de que pode assumir a gestão inteligente. E o propulsor térmico, embora se faça ouvir, não se torna desagradável nem demasiado ruidoso.
Por outro lado, o limitador de velocidade nem sempre a limita adequadamente (particularmente em descidas). Com cruise control ativado, o automóvel parece ficar "engasgado" uns quilómetros abaixo da velocidade solicitada. De referir que a forma de ativar as ajudas à condução no volante não é explicitamente clara, exigindo alguma tentativa e erro antes de aprender.
Numa condução calma, que não puxe pelo carro, a suspensão revela-se satisfatória no controlo dos movimentos do Omoda 7, embora exista algum rolamento em curva e uma certa instabilidade em determinados momentos - quando as velocidades são mais altas ou em estradas mais irregulares. O pisar do asfalto é, no geral, suave.
O condutor pode escolher o modo de energia (EV ou HEV), para além dos tradicionais modos de condução (Eco, Normal e Sport). Em Sport, o comportamento é mais solto e aguerrido, em especial na aceleração - que se sente contida em Eco.
É um automóvel com mais de 4,6 metros de comprimento e sensivelmente dois metros de largura (1,8 metros). Não é dos mais esguios para as cidades, mas mesmo assim passa bem no trânsito urbano. E, querendo ir a espaços mais apertados ou estacionar, as câmaras 360º com chassis transparente são umas fortes aliadas para o levar a qualquer contexto com tranquilidade.
As informações essenciais são exibidas num painel de instrumentos digital de 8,88 polegadas legível e com apresentação clara (talvez para alguns condutores a letra possa ser um pouco pequena) e num head-up display no campo de visão do condutor.
O leque de ajudas à condução é vasto e não vamos enumerar tudo. Exemplificamos com o cruise control automático já mencionado, assistente de mudança de faixa, alertas de colisão (dianteiro e traseiro), adaptação da velocidade em curva, limitador de velocidade, prevenção de saída involuntária da faixa, deteção de veículos em ângulo morto, sensores de estacionamento ou câmara 360º com chassis transparente. Há controlo por voz, que apesar de deixar a desejar na sua facilidade de compreensão, acaba por ter um leque interessante de funcionalidades - incluindo a abertura e fecho de vidros.
Consumos e eficiênciaDurante o ensaio, percorremos poucos quilómetros em modo estritamente elétrico com o Omoda 7. Apresentou-nos consumos bem acima dos 5 litros/100 km em combustão, reduzindo para os 4 l/100 km quando houve uma maior participação da componente elétrica. No entanto, são apenas exibidas as médias dos 50 quilómetros anteriores.
Assistimos a uma capacidade de regeneração interessante (embora não seja possível quantificar ao longo da condução, com precisão, a energia recuperada). A autonomia combinada também não desiludiu, durante muito tempo estimada acima dos 800 km.
Interior e recursosInterior captado desde a bagageira© Notícias ao Minuto
O Omoda 7 tem um espaço interior suficiente no âmbito da classe, mas não impressionante, e a habitabilidade não nos deixou nada a desejar - nem a conduzir, nem na "visita" estática aos bancos de trás. A insonorização nada tem a apontar e a construção é competente, enquanto os materiais são suaves ao tato - em especial a pele dos estofos dos bancos.
A bagageira tem um espaço muito razoável para um C-SUV, com 537 litros de capacidade expansíveis até 1.294 litros se os bancos traseiros forem rebatidos (60/40). Bancos traseiros esses que, tal como os dianteiros, são estofados em couro, para além de apresentarem sistema Isofix para montar cadeirinhas.
O desenho do interior é minimalista e simples, focado em ser prático, com soluções de arrumação q.b. quer à frente, quer atrás. Ao centro, encontra-se um ecrã tátil de 15,6 polegadas para o infoentretenimento - aliás, devemos dizer ao centro ou à direita, uma vez que o ecrã é deslizante e pode ser "enviado" para a diante do passageiro da frente. Há saídas de ar na base do vidro na estrutura das portas, uma posição relativamente invulgar.
O automóvel é muito desprovido de comandos físicos. Dos poucos que há, os essenciais facilmente acessíveis ao condutor - seja no volante, nas alavancas por trás do mesmo ou na consola central (onde se seleciona, por exemplo, o modo EV ou HEV). Chega mesmo ao ponto de não haver um botão de ligar/desligar físico, o que nos fez alguma confusão (desliga-se o carro através de um botão no ecrã). O ecrã central é, pois, o grande centro de comando de várias funções do carro, incluindo climatização.
Os comandos das luzes estão numa posição muito baixa à esquerda do condutor, num Omoda sem maçanetas das portas convencionais por dentro. A consola central integra o apoio para braços que oculta um generoso espaço de arrumação, formando ainda uma espécie de ponte. Integra porta-copos e uma secção de arrumação ocultável com cortina.
Certas definições importantes, como o nível de regeneração de energia, não ficam guardadas entre viagens, tornando-se pouco prático ter sempre de configurar. Por outro lado, há um aspeto de segurança a enaltecer: se o condutor não tiver o cinto de segurança apertado, o carro recusa-se a arrancar.
Sistema de som Sony com oito altifalantes, integração de smartphones sem fios via Android Auto ou Apple CarPlay, tejadilho de abrir panorâmico, ar condicionado automático de duas zonas, saídas de ventilação para os passageiros de trás, filtragem de partículas N95/PM 2.5, bancos dianteiros aquecidos, ventilados e ajustáveis eletricamente com função de memória, carregador sem fios de 50 watts para dispositivos móveis, iluminação ambiente multi-cor (que reage à deteção de saída de via) e quatro tomadas USB são alguns dos vários apetrechos. E temos de fazer referência, também, aos vidros traseiros escurecidos para maior privacidade.
Design exteriorParte frontal do Omoda 7, com grelha reconhecível da marca© Notícias ao Minuto
Com 4.660 milímetros de comprimento, o Omoda 7 é mais compacto na realidade do que aquilo que parece ser visualmente. É largo, com 1.875 milímetros de largura, enquanto a altura é de 1.670 milímetros. A distância entre eixos é generosa, de 2.720 milímetros, num automóvel com 1.945 kg de peso (em ordem de marcha) e capacidade reboque de 750 kg sem travão ou de 1.250 kg com travão.
A Omoda pretende ser uma marca moderna, desportiva, tecnológica e ousada no seu design - dirigindo-se a clientes com um espírito jovem. Algo que consideramos refletir-se nas linhas do Omoda 7, mas sem se deixar de afastar de um desenho algo genérico.
O capô inclina-se até à parte dianteira, numa espécie de design nariz de tubarão, e a grelha frontal paramétrica sem bordas adota um padrão de formas hexagonais - integrando-se no para-choques em que há algumas formas angulares. O preto na parte inferior tem continuidade visual pela zona das cavas das rodas e frisos laterais. Os faróis com tecnologia LED são finos.
Atrás, as óticas a toda a largura com um padrão de raio, também em LED, são um traço que consideramos poder tornar-se numa imagem de marca da Omoda. São a toda a largura e destacam as proporções horizontais, prolongando-se mesmo para a parte lateral. Também na parte posterior, encontramos um para-choques robusto, que contribui para evidenciar as proporções laterais e uma traseira alta.
Ao ver o perfil lateral, há um vinco que sobe da base da porta dianteira até à cava da roda traseira, enquanto a linha de cintura é alta e angular, subindo até ao pilar C. As jantes de 20 polegadas não têm uma assinatura particularmente distintiva. Os puxadores das portas são semi-ocultos e a linha de tejadilho vai inclinando gradualmente desde o pilar B até a um spoiler criando uma imagem dinâmica. O pilar C tem elementos decorativos e contribui para a sensação de tejadilho flutuante. De referir que as cavas das rodas são pronunciadas, transmitindo a impressão de robustez e uma presença musculada de SUV.
O Omoda 7 que conduzimos está na cor Preto Carbon, que é uma das cinco disponíveis. As outras são Branco Khaki, Prata Moonlight, Verde e Cinzento Matte (a única com um custo extra, que é de 1.135 euros).
ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS0-10
ANÁLISE- Facilidade de condução
- Eficiência
- Espaço da bagageira
- Poucos comandos físicos
- Direção
- Comportamento do cruise control
O Omoda 5 SHS-H é um dos SUV que o Grupo Chery propõe em Portugal, através da marca Omoda. Tivemos a oportunidade de o conduzir durante alguns dias e contamos o que encontrámos no veículo.
Bernardo Matias | 07:47 - 04/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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