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ONU alerta sobre ajuda alimentar na RDCongo devido ao Ébola

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Minuto Fonte Externa
23 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
ONU alerta sobre ajuda alimentar na RDCongo devido ao Ébola

Cerca de 3,5 milhões de pessoas sofrem carências alimentares nas zonas da República Democrática do Congo (RDCongo) afetadas pela epidemia do Ébola, alertou hoje o Programa Alimentar Mundial das Nações Unidas (PAM), pedindo à comunidade internacional mais ajuda.

O PAM precisa de 214 milhões de dólares (191,12 milhões de euros) nos próximos seis meses para ajudar os mais vulneráveis afetados no leste da RDCongo tanto pela epidemia como pelos conflitos, indicou em conferência de imprensa o diretor desta agência da ONU no país africano, David Stevenson.

"O surto está a chegar a comunidades com serviços limitados e enormes necessidades humanitárias, onde a fome, os conflitos e os deslocamentos dificultam ainda mais a sua contenção", sublinhou.

Stevenson acrescentou que a crise do vírus Ébola afeta o preço dos alimentos nos mercados, assim como os meios de subsistência de muitas pessoas na zona afetada, devido às recomendações de isolamento e tratamento que muitas famílias têm de seguir.

Na mesma conferência de imprensa, a responsável da OMS pela gestão da crise do Ébola, Catherine Smallwood, lembrou que já foram confirmados mais de 9.700 casos da doença na RDCongo, com cerca de 4.700 mortos.

Na RDCongo, país vizinho de Angola, a doença já atingiu 9.704 pessoas e matou pelo menos 4.687, segundo o mais recente balanço do Instituto Nacional de Saúde Pública.

"Por outro lado, cada vez mais pessoas estão a recuperar desta terrível doença, com mais de 2.600 sobreviventes registados, embora continuem a precisar de cuidados", indicou a responsável da OMS.

Smallwood indicou que a epidemia, a pior registada na história da RDCongo e a segunda maior em todo o planeta, "está a chegar a lugares cada vez mais remotos e de difícil acesso".

Esta semana foram notificados casos numa oitava província da RDCongo, a de Ubangui do Norte, situada no noroeste e fronteiriça com a República Centro-Africana.

Em termos de expansão internacional do vírus, na Nigéria, as autoridades anunciaram na terça-feira o primeiro caso de Ébola da estirpe Bundibugyo.

A nação mais populosa do continente é o mais recente país a registar um caso de Ébola, depois de o vizinho Quénia ter confirmado o seu primeiro caso no início deste mês.

O Quénia foi o quarto país a registar um caso ligado à epidemia de Ébola na RDCongo, juntando-se ao Uganda, França e Países Baixos.

No Uganda, a OMS declarou, em 26 de agosto, o fim do surto, depois de contabilizar 20 casos confirmados, incluindo 15 importados da RDCongo, e duas mortes.

O Ébola é altamente contagioso e transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de uma pessoa infetada, incluindo sangue e vómito, ou através do contacto com materiais e superfícies contaminadas, como roupa de cama e vestuário.

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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