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Parlamento sueco rejeita eleger líder centrista como primeira-ministra

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Parlamento sueco rejeita eleger líder centrista como primeira-ministra

O Riksdag (parlamento sueco) rejeitou hoje a nomeação da líder do Partido do Centro, Elisabeth Thand Ringqvist, como primeira-ministra, à frente de um Governo centrista, com 324 votos contra e apenas 25 a favor.

 

O resultado já era esperado, uma vez que Ringqvist tinha devolvido, na semana passada, a incumbência de conduzir as negociações, devido à inexistência de acordo; contudo, o presidente do Riksdag, Andreas Norlen, decidiu forçar uma votação na câmara para acelerar o processo.

O líder conservador e primeiro-ministro em exercício, Ulf Kristersson, ficará agora encarregado de tentar formar Governo, embora não disponha da maioria necessária, o que o obrigará também a conversações com outros partidos.

O centro-esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, venceu as eleições legislativas de 13 de setembro com 176 mandatos parlamentares, contra 173 da oposição, mas as divergências internas no bloco impediram, até ao momento, a conclusão de um acordo de coligação.

O socialista Partido de Esquerda só aceita apoiar um Governo de que faça parte, uma opção que é rejeitada pelos centristas que, por sua vez, se recusam a apoiar qualquer executivo de direita que inclua o partido de extrema-direita Democratas da Suécia (SD), hostil à imigração.

Kristersson governou em minoria nos últimos quatro anos, ao lado de democratas-cristãos e liberais, contando com o apoio externo do partido de extrema-direita SD, um partido que, há alguns meses, prometeu incluir num eventual novo Governo, caso saísse vitorioso das legislativas.

A votação de hoje foi a segunda fracassada no Riksdag, depois de Andersson ter perdido a face há três semanas, com 248 votos contra e 99 a favor, após ter-se proposto liderar um Governo social-democrata minoritário.

Na Suécia, para que sejam convocadas eleições extraordinárias — o que não acontece desde 1958 —, é necessário que quatro votações para a escolha do primeiro-ministro terminem sem êxito.

O Partido Social-Democrata foi o mais votado nas legislativas de setembro, com 28% dos votos — o seu pior resultado em quase um século —, seguido do Partido Conservador, com 19,8%, e pelo SD, que recuou três pontos percentuais e perdeu o estatuto de segunda força parlamentar.

O presidente do parlamento pode igualmente solicitar a determinados candidatos que sondem as possibilidades de formar Governo, sem os submeter, de imediato, a uma votação em plenário.

Os analistas políticos preveem que os partidos sofram uma pressão crescente para ceder nas suas "linhas vermelhas" políticas, à medida que se aproximam do risco de novas eleições legislativas.

A Suécia está habituada a estas longas negociações: foram necessários 37 dias para formar Governo após as eleições de 2022, e 134 dias em 2018.

Leia Também: Suécia doa 47 milhões de euros à Ucrânia para "necessidades urgentes"

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