Partido do Centro sueco anuncia fracasso na formação de novo Governo
A líder do Partido do Centro sueco anunciou hoje que não conseguiu formar um Governo com partidos de esquerda e direita, deixando a Suécia sem perspetivas de formação de um executivo após as eleições de 13 de setembro.
"A minha conclusão geral é que existe atualmente uma maioria favorável a políticas centristas, mas não há uma maioria que permita formar um Governo centrista", declarou Elisabeth Thand Ringqvist numa conferência de imprensa.
Segundo a lei sueca, cabe agora ao presidente do Parlamento, Andreas Norlén, decidir os próximos passos.
O bloco de esquerda da oposição conquistou uma maioria de três deputados nas eleições legislativas de 13 de setembro, face ao bloco de direita liderado pelo primeiro-ministro cessante, Ulf Kristersson.
No entanto, a líder da oposição, Magdalena Andersson, não conseguiu, por duas vezes, formar um Governo de esquerda, tendo Andreas Norlén incumbido Ringqvist de explorar uma "alternativa centrista".
Ringqvist tinha avançado a ideia de um Governo "de centro" que incluísse os partidos tradicionais, mas excluísse o Partido da Esquerda e o partido anti-imigração Democratas da Suécia (SD).
A recusa do Partido do Centro em colaborar com os Democratas da Suécia torna praticamente impossível que o bloco de direita obtenha uma maioria no Parlamento.
À esquerda, o Partido do Centro recusa apoiar um Governo que inclua o Partido da Esquerda.
O presidente do Parlamento dispõe de quatro tentativas para propor um candidato ao cargo de primeiro-ministro, que será submetido a votação pelos deputados.
Se a quarta tentativa falhar, terão de ser convocadas eleições antecipadas.
A primeira tentativa falhou em 15 de outubro, quando a líder do Partido Social-Democrata não obteve o apoio dos deputados na votação.
Os analistas políticos preveem que os partidos enfrentem uma pressão crescente para fazer cedências em relação às suas "linhas vermelhas" políticas, à medida que se aproxima o risco de novas eleições.
Este país escandinavo está habituado a longas negociações para formar Governos. Após as eleições de 2022, foram necessários 37 dias para formar um Governo, enquanto em 2018 o processo demorou 134 dias.
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