Pular para o conteúdo
Publicidade

Pelo menos 15,4 milhões precisam urgentemente de abrigo de emergência

M
Minuto Fonte Externa
6 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Pelo menos 15,4 milhões precisam urgentemente de abrigo de emergência

Cerca de 15,4 milhões de pessoas no Sudão precisam urgentemente de abrigo de emergência, mas a falta de fundos só permite dar prioridade a 10% e apenas 936.000 foram assistidas, alertaram hoje agências da ONU.

 

Segundo um comunicado do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) e da Organização Internacional para as Migrações (OIM), esses dados demonstram "um enorme fosso entre as necessidades crescentes e os recursos disponíveis para responder" à situação.

Com as reservas de emergência em níveis "perigosamente baixos", as duas agências avisam que, sem uma injeção urgente de financiamento, mais famílias terão de enfrentar os próximos meses sem proteção adequada contra as condições meteorológicas adversas, a insegurança e os riscos de violência e exploração.

Desde o início do conflito sudanês, em 15 de abril de 2023, o país continua a ser a maior crise de deslocados do mundo, alertaram.

"Cerca de 8,6 milhões de pessoas permanecem deslocadas dentro do país, enquanto mais de 4,6 milhões fugiram para o estrangeiro", indicaram.

Ao mesmo tempo, salientaram, mais de 5,2 milhões de pessoas regressaram às suas zonas de origem.

De acordo com as agências da ONU, "muitos chegam a comunidades onde as casas, as infraestruturas e os serviços essenciais foram danificados ou destruídos, o que os deixa com muito pouco ou nada para reconstruírem as suas vidas".

Por seu turno, explicaram, as operações humanitárias têm dificuldade em acompanhar o ritmo frenético que a continuação dos combates, a insegurança e os ataques com 'drones' (aeronaves não-tripuladas) estão a ter, provocando novas deslocações e a restringir as ações humanitárias.

O Plano de Necessidades e Resposta Humanitária do Sudão para 2026 necessita de 2,9 mil milhões de dólares (cerca de 2,6 mil milhões de euros) para prestar assistência vital a 20,4 milhões de pessoas, entre os 33,7 milhões que precisam de ajuda em todo o país.

No entanto, o apelo continua gravemente subfinanciado, tendo sido recebidos apenas cerca de 47% dos recursos necessários, o que obriga as agências humanitárias a reduzirem serviços essenciais e a darem prioridade apenas às necessidades mais urgentes, alertaram.

O conflito sudanês opõe os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF, na sigla em inglês) ao exército, que controla o centro, o norte e o leste do país.

Leia Também: Governo Trump suspende deportação de 100 mil ucranianos e sudaneses

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.