Pular para o conteúdo
Publicidade

Penela recebe curso internacional para testar resposta a catástrofes

M
Minuto Fonte Externa
23 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Penela recebe curso internacional para testar resposta a catástrofes

Trinta e quatro formadores e 141 formandos participam em Penela, no distrito de Coimbra, num curso internacional direcionado para a gestão e resposta a incidentes multivítimas e a situações de catástrofe.

 

A 35.ª edição do MRMI – Medical Response to Major Incidents, até sábado, decorre nas instalações da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Penela, sob a responsabilidade formativa do Madeira International Disaster Training Center, contando com formandos de diferentes organizações e dimensões do Sistema de Emergência e Proteção Civil.

"É um curso baseado no modelo MACSIM em que todas as entidades, todos os agentes de Proteção Civil, desde os bombeiros, as polícias, as Forças Armadas, os meios de socorro e até os próprios hospitais, pudessem trabalhar juntos num comando único e responder a uma situação de emergência ou catástrofe", explicou o diretor pedagógico do MRMI à agência Lusa.

Segundo Rui Faria, ao longo dos três dias são realizados 12 exercícios, sendo um deles – o que decorreu hoje – relativo a uma situação de 500 vítimas num incêndio num hotel, em que é necessário articular todos os hospitais da região, e um outro de um festejo.

"Vamos tratar uma situação de 'safety' e outra de 'security', de modo a dar resposta tanto pelas forças policiais como pelas forças de emergência", referiu.

Com quatro mil pessoas formadas, Rui Faria notou que o curso acaba por ser um "tabuleiro de jogo" com todos os agentes a "partilhar informações e criar projetos de melhoria de planos de resposta, tanto locais como hospitalares, em articulação".

Entre os formandos, Nuno Seixas, segundo comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra, disse participar com a perspetiva de "aprender mais sobre incidentes massivos".

"Nós não temos uma casuística de acidentes multivítimas que nos permita, às vezes, rotinar determinados procedimentos e, através desta formação, nós vamos conseguir não só conhecer novos procedimentos de socorro em acidentes multivítimas, como também rotinar os procedimentos com diferentes entidades, o que é uma mais-valia para todos nós", sublinhou.

Já José Nuno Reis, enfermeiro no Serviço de Urgência na Unidade Local de Saúde (ULS) de Coimbra, apontou como maior desafio do curso a mudança de 'mindset' da realidade diária, "muito centrada no juízo clínico", para uma situação de catástrofe, em que é preciso socorrer o máximo de vítimas possível.

"Em catástrofe, nós temos que fazer escolhas e acho que o maior desafio é desligar da parte clínica, de salvar e fazer tudo pelos doentes, para o 'live saving' e para o imediato", contou.

À Lusa, o diretor do Serviço de Urgência Geral da ULS Coimbra, parceira do evento, considerou que este curso "faz todo sentido" para incrementar a capacidade de resposta a eventos multivítimas, que "não pode ser inventada e não pode ser improvisada".

"Entendemos que a ULS Coimbra é uma roda de entrada numa máquina complexa de Proteção Civil que inclui resposta de socorro, resposta de segurança, mas que a nossa roda de entrada é ela própria uma entidade complexa e, por isso, tínhamos também que testar internamente a nossa resposta", afirmou Henrique Alexandrino.

A ULS de Coimbra está presente com 67 participantes de entre o conselho de administração e profissionais.

Para o responsável, além de cada um melhorar as suas competências e conhecimentos, esta participação "vai também aumentar o trabalho de equipa, aumentar a coesão institucional" e serve também de teste ao Plano da Emergência Externa da instituição, em processo final de revisão.

Já o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Penela, Jorge Pereira, salientou a importância do evento para Penela e também para a corporação.

"Claramente que isto nos faz também crescer um bocadinho em termos daquilo que é a nossa visão do Corpo de Bombeiros para a formação", concluiu.

Leia Também: Freguesias sem poderes para decidir em catástrofes. Anafre exige mudanças

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original

Publicidade

Gostou? Compartilhe

Mande para os amigos ou publique nas suas redes.

Comentários (0)

Nenhum comentário publicado ainda.

Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.