Pete Hegseth autoriza Guarda Nacional a reforçar patrulhas em Washington
O secretário da Defesa norte-americano, Pete Hegseth, autorizou a Guarda Nacional a alargar a sua presença na capital do país, utilizando veículos militares e embarcações, à medida que as tropas intensificam a sua integração nas forças de segurança locais.
Em dois memorandos assinados em 29 de outubro, citados hoje pela agência Associated Press (AP), Hegseth autorizou a Guarda Nacional a utilizar 60 viaturas, além de veículos táticos, embarcações de patrulha e torres de iluminação portáteis, durante o reforço das patrulhas em Washington.
As tropas também poderão transportar espingardas em algumas operações, exceto nas estações do sistema de metro.
Em agosto de 2025, o Presidente Donald Trump mobilizou estas forças para aquilo a que chamou uma missão de combate ao crime.
Na altura, veículos táticos e tropas armadas foram vistos em vários pontos de referência de Washington.
Os membros da Guarda Nacional têm dado apoio a operações policiais, patrulhado bairros, dispersado acampamentos de pessoas em situação de sem-abrigo e auxiliado nos esforços de limpeza por toda a cidade.
O aumento do efetivo ocorre num momento em que ocorrem incidentes envolvendo membros da Guarda destacados para a capital, incluindo a detenção de um militar da Geórgia por apontar uma arma a outro membro da corporação, a detenção de um membro da Guarda por transportar uma arma de fogo não autorizada, e o caso de um guarda que foi baleado ao tentar separar uma briga.
Hegseth salientou, no entanto, que o número máximo de membros da Guarda mobilizados se manterá nos 3.500, um contingente inferior ao pico de cerca de 5.000 registado durante o verão, por ocasião das celebrações do 250.º aniversário dos Estados Unidos.
Os memorandos sugerem que as tropas desempenharão um papel mais ativo no combate aos "gangs e traficantes de droga".
Questionado sobre os memorandos, o Pentágono confirmou que Hegseth "autorizou a continuidade do uso de pessoal e recursos da Guarda Nacional em apoio da missão 'Make D.C. Safe and Beautiful' (Tornar D.C. Segura e Bela, em português)".
O Distrito de Colúmbia, que abriu um processo judicial em setembro de 2025 a contestar o envio da Guarda Nacional, defende que a mobilização constitui uma utilização ilegal das forças militares em atividades de aplicação da lei em território nacional.
Um painel de um tribunal federal de recurso ouviu os argumentos das partes no dia 14 de outubro, após uma instância inferior ter decidido a favor da cidade.
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