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"Porquê?". Lojistas tentam impedir destruição dos seus negócios em França

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
"Porquê?". Lojistas tentam impedir destruição dos seus negócios em França

Aquela que pretendia ser uma manifestação contra o aumento do custo de vida, em França, transformou-se nos últimos dias, num palco de violência, em várias cidades do país.

 

Durante o fim de semana, os protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do presidente, Emmanuel Macron, escalaram para uma onda de violência que obrigou o governo, esta segunda-feira, a decretar recolher obrigatório em várias cidades.

Antes disso, porém, vários estabelecimentos comerciais e espaços públicos foram vandalizados, com alguns comerciantes, desesperados, a tentar defender, com o próprio corpo, aquilo que é seu.

Imagens partilhadas nas redes sociais permitem perceber o desespero em que muitos se encontram, receosos de perder os seus negócios, o seu sustento.

Um dos vídeos mais impressionantes mostram uma mulher, com uma vara de grandes proporções, a tentar impedir que um grupo de jovens entre e vandalize a sua loja. A mulher, de estatura baixa, não se deixa vergar perante os avanços do grupo de protestantes e acaba por contar com a ajuda de outros homens, que se colocam à sua frente e mandam as pessoas se afastarem.

“She is a sister. Don’t loot here, let’s go there!” Muslim rioters in France recognize the shop owner as a fellow Muslim just before nearly destroying her store by accident. Not a single Muslim-owned business or mosque has been looted in the riots. https://t.co/bM6uhcCMY3

— Dr. Maalouf ‏ (@realMaalouf) October 19, 2026

Já num outro vídeo, com final diferente, uma mulher, desesperada, questiona os manifestantes sobre "qual é a necessidade" de estarem a destruir o seu espaço comercial.

"Por que estão a fazer isto? Esta não é a causa [da luta]", grita a mulher, visivelmente desesperada.

This French woman just realized she's now a refugee in her own nation. Will this be a tipping point for France? Probably not but it should be. Oppose 3rd world invaders at all cost if you like living in a 1st world country accordingly... #CityLife #france #paris #enrichment #police #caliphate #protest #looting #riot #diversity #Marseille #lyon #war

— Mrgunsngear (@Mrgunsngear) October 17, 2026

Num outro vídeo, registado no fim de semana, pode ver-se um homem a fazer frente aos manifestantes para defender a sua loja de videojogos. Este acaba por ser agredido.

Nice, France store owner was jumped kick to the ground, rocks thrown at him. He stood his ground to protect his business from the heathens who destroyed everything in sight. #paris #protest https://t.co/yQt0oAa0NK

— Brookerteejones (@Brookerteejones) October 18, 2026

Os distúrbios dos últimos dias incluíram pilhagens de estabelecimentos comerciais, ataques a edifícios públicos e confrontos com as forças de segurança em Paris e noutras cidades francesas.

O ministro do Comércio, Serge Papin, anunciou que serão aplicadas ao setor comercial, a partir de terça-feira, medidas de redução do horário de trabalho (equivalentes a um regime de desemprego parcial), além da criação de um "fundo de apoio específico".

Já ontem foi anunciado recolher obrigatório em várias cidades, como Paris e Lille, e não está posto de parte a possibilidade de o governo declarar estado de emergência.

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Andrea Pinto | 07:48 - 20/10/2026

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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