Portugal perde com França e falha final do Mundial em jogo polémico
Portugal falhou, na noite desta sexta-feira, a presença na final do Campeonato do Mundo de hóquei em patins, depois de perder diante de França, por 6-3, no primeiro jogo da meia-final da competição e que ficou marcado por algumas polémicas decisões de arbitragem.
Depois de ter goleado Angola nos quartos de final do Mundial, a formação que é orientada por Reinaldo Ventura voltou à COP Arena - Óscar Harrison, na cidade de Luque, no Paraguai, para medir forças com os franceses, que são orientados pelo treinador português Nuno Lopes.
O encontro começou com as emoções em alta e logo aos quatro minutos o VAR já estava a funcionar. A ferramenta analisou um lance entre Helder Nunes e Carlo Di Benedetto. O técnico Nuno Lopes pediu a revisão do lance por eventual toque com o stick, mas nada foi assinalado.
Portugal estava mais perigoso e testou a atenção do guarda-redes dos franceses com três jogadas praticamente seguidas. Aos seis minutos, o remate de Miguel Rocha deu ilusão de golo, mas tinha ido à malha lateral. De seguida, Hélder Nunes (7 minutos) e Zé Miranda (8 minutos) dispararam para intervenções de Pedro Chambell.
Xano Edo foi chamado a intervir por duas vezes por volta do minuto 15, mas nada pôde fazer para evitar o primeiro golos dos franceses em cima do minuto 19. Num momento de alguma confusão na pequena área portuguesa, a bola sobrou para Marc Rouzé que rematou sozinho para inaugural o marcador no Paraguai.
No entanto, a vantagem de França durou muito pouco tempo. Em cima do minuto 22, o VAR determinou a marcação de um pontapé da marca de grande penalidade por falta sobre Miguel Rocha na área. Chamado a converter o castigo máximo, Gonçalo Alves anotou o seu terceiro golo neste Campeonato do Mundo. Uma igualdade que se registava ao intervalo.
Remontada e muito coração... e prolongamentoA segunda parte mal tinha começado e Portugal já dava a volta ao resultado para assumir a liderança no marcador aos 27 minutos. Tudo começou com uma grande recuperação de Zé Miranda que serviu para um grande remate por parte de Miguel Rocha e que só terminou no fundo da baliza de Pedro Chambell.
França respondeu quase de imediato e Xano Endo respondeu com grande qualidade a tiros de Bruno di Benedetto e Marc Rouzé no espaço de segundos. Aos 29 minutos, Rafael Bessa rematou e a bola passou a centímetros do poste. Aos 31', o mesmo Bessa surgiu isolado perante Pedro Chambell e remata para defesa do guardião francês.
Os franceses procuravam a todo o custo o golo da nova igualdade, mas do outro lado estava um inspiradíssimo Xano Endo que foi brilhando com grandes defesas. Do outro lado, e aos 38 minutos, Portugal chegaria ao 1-3. Após insistência de João Rodrigues e Gonçalo Alves, a bola sobrou para Hélder Nunes quem, sozinho, atirou para o fundo das redes.
A partida podia ter ficado fechada aos 40 minutos. França chegou às dez faltas e Gonçalo Alves foi chamado a bater o livre direto. No entanto, o jogador português falhou. E como quem não marca sofre, foi mesmo o que aconteceu às cores nacionais. Carlo Di Benedetto marcou de grande penalidade, marcada por falta de Luís Querido, e relançou a partida em cima do minuto 41.
Os últimos dez minutos iriam ser, por isso, frenéticos. Logo depois deste golo dos gauleses, Marc Rouzé surgiu na área portuguesa para mais uma grande defesa de Xano Edo. Do outro lado, Zé Miranda atirou à trave dos franceses. Seguiu-se um cartão azul para Rémi Herman, o que deixou Portugal em vantagem numérica durante dois minutos.
No entanto, Portugal desaproveitou este power play e França empatou aos 47 minutos. A passe de Roberto di Benedetto, Marc Rouzé surgiu sozinho ao segundo poste a rematar para golo da igualdade no Paraguai. Ainda antes deste empate, João Rodrigues e Bruno Di Benedetto viram cartão azul, respetivamente.
Expulsão definiu andamento do prolongamentoCom o jogo empatado no final dos 50 minutos regulamentares, foi preciso ir ao tempo de prolongamento para se encontrar o vencedor. Gonçalo Alves foi lesto a testar a atenção de Pedro Chambell, mas foram os franceses que voltaram a marcar. Carlo di Benedetto rematou de longe, a bola sofreu um desvio nas caneleiras de Marc Rouzé, embateu no poste e acabou por bater nas costas de Xano Edo antes de entrar na baliza portuguesa.
Depois de França voltar à vantagem, a equipa de arbitragem tomou uma decisão no mínimo questionável quando expulsou Zé Miranda aos 53 minutos. Num duelo com Roberto di Benedetto, o português cai e acaba por parecer atingir o francês com o patim. No entender da equipa de arbitragem, e depois da consulta do VAR, a decisão foi a de mostrar o cartão vermelho.
Já com Portugal com a equipa completa, Pedro Chambell brilhou com duas grandes defesas a impedir o empate das cores nacionais. Do outro lado, França colocou um ponto final nas contas com os hattrick's de Marc Rouzé aos 58 minutos e Carlo Di Benedetto (59 minutos).
A seleção nacional falha, desta forma, o regresso à final do Mundial, onde esteve pela última vez em 2018. França vai discutir o título com o vencedor do encontro entre Espanha e Argentina, que se joga esta madrugada. O derrotado do duelo entre espanhóis e argentinos vai defrontar Portugal no jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares.
Portugal amassa Angola e espera por França ou Suíça nas meias do MundialA seleção nacional de hóquei em patins não teve contemplações para com a congénere de Angola e venceu de forma expressiva o conjunto angolano. Próximo adversário só é conhecido madrugada dentro.
Rodrigo Querido | 22:44 - 15/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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