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Praça D. João I calma no Porto e com mais de 20 tendas montadas

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Minuto Fonte Externa
4 de novembro de 2026 • 3 min de leitura
Praça D. João I calma no Porto e com mais de 20 tendas montadas

A Praça D. João I, no Porto, estava calma pelas 01:00 de hoje, com mais de 20 tendas montadas, poucas dezenas de pessoas e sem presença policial visível, na continuação do protesto pelo direito à habitação.

 

Pelas 01:00, eram mais as tendas do que as pessoas visíveis, com muitos a terem recolhido ao interior para dormir, mantendo-se algumas equipas de órgãos de comunicação social no local e pouco mais, numa noite sem incidentes nem polícia visível.

Já depois da meia noite, um grupo de adeptos do clube de futebol italiano Nápoles passou pelo local, acompanhado pelo corpo de intervenção da PSP, sem incidentes a registar.

De resto, a assembleia popular, com cerca de 150 pessoas, deliberou hoje permanecer em resistência na Praça D. João I, onde têm protestado pelo direito à habitação desde 10 de outubro, mesmo tendo sido sujeitos a três cargas policiais, e manter montadas as tendas, mais de uma dezena, que já estavam lá desde o dia anterior, tendo a polícia consentido a pernoita na madrugada passada.

Foi ainda votado, em modo de "sondagem", a possível formação de um Comité de Representação, para eventuais reuniões, como com o Presidente da República ou o autarca do Porto, Pedro Duarte, mas sem decisão final.

Desde 10 de outubro têm-se sucedido no país manifestações pelo direito à habitação, reivindicando a reversão da nova lei do arrendamento, o fim das demolições e dos despejos sem alternativa habitacional, um travão à aquisição de habitação por fundos imobiliários, o aumento da habitação pública, a recuperação de imóveis devolutos para fins habitacionais e tetos "verdadeiramente acessíveis" à renda.

Na madrugada de domingo, a PSP voltou a dispersar as acampadas pelo direito à habitação no Rossio, em Lisboa, e na Praça D. João I, no Porto, retirando cerca de 100 tendas.

A intervenção culminou em cargas policiais e arremesso de objetos, provocando mais de duas dezenas de feridos entre manifestantes e polícias.

A atuação policial motivou um pedido de esclarecimentos do Presidente da República, António José Seguro, ao Governo e à Provedora de Justiça, e o anúncio de uma queixa-crime, por parte de um advogado, por abuso de poder contra o ministro da Administração Interna e o diretor da PSP.

Leia Também: Manifestantes voltam a montar tendas no Rossio

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