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Presidenciais na Bulgária decididas em 2.ª volta marcada para domingo

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Minuto Fonte Externa
26 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Presidenciais na Bulgária decididas em 2.ª volta marcada para domingo

As eleições presidenciais na Bulgária vão ser decididas numa segunda volta no próximo domingo, após a corrida entre os dois principais candidatos ter terminado sem um resultado definitivo, segundo os resultados oficiais hoje divulgados.

 

Com quase todos os votos contados, a Comissão Eleitoral Central búlgara informou que a atual Presidente, Iliana Yotova, obteve 34,8%, contra 32% do candidato da oposição, Andrey Gyurov.

Embora a afluência às urnas tenha de ser superior a 50% dos 6,6 milhões de eleitores com direito a voto para haver uma vitória na primeira volta, apenas 22% exerceram o seu direito de voto, de acordo com as agências de sondagens.

A apatia dos eleitores foi atribuída pelos observadores internacionais a uma desconfiança geral em relação à política no seu todo.

Os dois candidatos irão, por conseguinte, defrontar-se no próximo domingo numa segunda volta marcada por uma crescente polarização.

Contrariamente às expectativas pré-eleitorais dos observadores, que apontavam para uma diferença de dois dígitos a favor de Yotova, Gyurov apresentou um desempenho surpreendentemente forte, deixando todas as opções em aberto para a segunda volta.

Gyuov, ex-primeiro-ministro interino, é apoiado no sufrágio pelos partidos da oposição pró-ocidental e apresenta-se como um reformista empenhado em fomentar a parceria do país com a União Europeia.

Os búlgaros votaram num contexto de crescentes dificuldades económicas e de ataques com drones a embarcações no mar Negro, que provocaram a morte de vários marinheiros e que deixaram outros desaparecidos.

A votação constituiu o primeiro grande teste para o partido Bulgária Progressista, pró-Moscovo, do primeiro-ministro Rumen Radev, após o seu triunfo nas eleições legislativas de abril.

O partido apoiou Yotova na corrida.

Em declarações hoje aos jornalistas, Radev comentou que muitos eleitores ficaram em casa porque acreditavam que o resultado já estava decidido.

"Enquanto um dos lados registou uma forte mobilização eleitoral, o outro pareceu menos empenhado. Acredito que isto possa mudar na segunda volta, tendo em conta o que está em jogo nesta eleição", afirmou, acrescentando que a escolha no próximo domingo será "entre a paz e a guerra".

Yotova concorre como independente, mas conta também com o apoio oficial do Bulgária Progressista e do Partido Socialista, onde iniciou a sua carreira política.

Se vencer, Yotova tornar-se-á a primeira mulher eleita presidente da Bulgária.

Na qualidade de vice-presidente, assumiu automaticamente a presidência no início deste ano, quando Radev se demitiu para liderar o seu partido nas legislativas.

Espera-se que Yotova dê continuidade à política de Radev de manter a Bulgária no caminho europeu, apelando simultaneamente à melhoria das relações com a Rússia e ao levantamento das sanções.

Tanto Yotova como Radev têm pedido uma solução diplomática para pôr fim à guerra na Ucrânia.

Os observadores afirmam que uma vitória de Yotova manteria a presidência nas mãos da maioria governante.

Tal concentração de poder poderia impedir a manutenção efetiva dos travões e contrapesos às decisões políticas por parte das instituições.

Leia Também: Presidenciais na Bulgária marcadas por dificuldades económicas e guerra

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