Presidente anuncia crescimento de 254% na entrada de turistas
O volume de entrada de turistas e investidores em Moçambique este ano aumentou 254% face a igual período de 2025, anunciou o Presidente moçambicano, apontando o crescimento como resultado das reformas adotadas para impulsionar o setor do turismo.
Falando na abertura da segunda edição do Mozambique Tourism Summit, na província de Inhambane, sul do país, Daniel Chapo recordou que, há um ano, durante a primeira edição do evento, o Governo assumiu o compromisso de transformar o turismo num dos principais motores da diversificação económica do país e da criação de emprego.
"Neste momento, em termos de volume de entrada de passageiros, estrangeiros, investidores e turistas para Moçambique, estamos a mais de 254% comparativamente a igual período do ano passado", assinalou o chefe de Estado.
Segundo o governante, os resultados decorrem de medidas introduzidas nos últimos meses para facilitar a entrada de visitantes e atrair investimento, entre as quais a implementação da plataforma de visto eletrónico e a criação do denominado "Visa Gold", destinado a captar investidores estrangeiros.
Chapo destacou igualmente a criação da Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimento em Turismo (Anditur), que substituiu o antigo Instituto Nacional do Turismo (Inatur), bem como da Zona Económica Especial Turística do Corredor Sul, que integra os destinos de Vilankulo, Pomene e Inhassoro, na mesma província.
O Presidente defendeu que Inhambane foi escolhida para assumir o papel de principal polo de desenvolvimento turístico nacional, servindo de referência para impulsionar o crescimento do setor noutras regiões do país.
"Quando nós viajamos à Indonésia para fazer turismo, sabemos que a maioria vai para Bali. Se vamos à África do Sul, sabemos que a maioria vai para Cape Town. Nós precisamos de ter um ponto de referência e um piloto do desenvolvimento do turismo em Moçambique", afirmou.
Chapo sustentou que a aposta no turismo ganha relevância num contexto em que o país procura reduzir a sua dependência dos recursos minerais e energéticos, argumentando que o setor tem um potencial mais duradouro de geração de riqueza.
"O gás um dia vai acabar. O carvão vai acabar. O grafite vai acabar. As areias pesadas vão acabar. Mas Moçambique, enquanto continuar localizado aqui e banhado pelo Oceano Índico, nunca o turismo vai acabar", considerou.
O chefe de Estado apontou ainda o turismo como um setor com capacidade para impulsionar outras atividades económicas através da integração de fornecedores locais nas cadeias de valor associadas aos empreendimentos turísticos.
Segundo explicou, o objetivo passa por reforçar as ligações entre a cidade de Vilankulo, um dos pontos turísticos de Inhambane, e outros centros turísticos da África Austral.
O Presidente anunciou ainda que Moçambique pretende acolher em 2027 o Fórum Global de Turismo, numa iniciativa a organizar em parceria com a Organização Mundial do Turismo (OMT), e o Instituto Global do Turismo.
Chapo revelou igualmente que o Governo apresentou durante a Mozambique Tourism Summit uma carteira de entre 40 e 50 projetos turísticos destinados a investidores, incluindo 25 projetos estruturados para financiamento e parcerias.
Entre as iniciativas destacadas estão o desenvolvimento da marginal de Vilankulo, a expansão de infraestruturas aeroportuárias e novos empreendimentos turísticos de luxo em Massingir e no arquipélago de Bazaruto.
O chefe de Estado defendeu que Moçambique deve competir não apenas pela beleza das suas praias e paisagens, mas também pela qualidade da experiência turística, pela autenticidade cultural e pela confiança oferecida aos investidores internacionais.
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