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PS quer chamar Montenegro, Costa (e não só) à CPI sobre Luís Neves

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Minuto Fonte Externa
25 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
PS quer chamar Montenegro, Costa (e não só) à CPI sobre Luís Neves

O PS quer chamar à comissão de inquérito aos mandatos do ministro da Administração Interna, Luís Neves, à frente da Polícia Judiciária o primeiro-ministro, o antecessor, António Costa, o procurador-geral da República, Amadeu Guerra, e a ex-procuradora Lucília Gago.

 

No total, o PS quer ouvir 34 pessoas, a maioria ligadas à Polícia Judiciária, começando pelo atual diretor nacional, Carlos Cabreiro.

Do atual Governo, o PS quer chamar a depor o primeiro-ministro, Luís Montenegro, o ministro da Administração Interna e antigo diretor da PJ, que está no centro do inquérito, e a ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice.

No requerimento, ao qual a Lusa teve acesso, os socialistas pedem igualmente a audição do atual presidente do Conselho Europeu e antigo primeiro-ministro e ex-líder do PS, António Costa, bem como os seus chefes de gabinete Francisco André e Vítor Escária.

As antigas ministras da Justiça Francisca Van Dunem e Catarina Sarmento e Castro completam a lista de governantes.

O PS quer ouvir igualmente o procurador-geral da República, a antiga Provedora geral Lucília Gago, o antigo secretário-geral do Sistema de Segurança Interna Vizeu Pinheiro, a antiga secretária-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa Maria da Graça Mira Gomes, o antigo diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal, Albano Pinto, e a antiga diretora do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa Fernanda Pego.

O empreiteiro da Construbarcelos João dos Santos Carvalho, o diretor nacional adjunto da PJ Artur Vaz, os antigos diretores nacionais adjuntos da PJ Luísa Proença, Carlos Farinha, João Eugénio Serpa Botelho de Melo e Veríssimo Milhazes são outros dos nomes que constam na lista apresentada pelo PS.

A comissão parlamentar de inquérito para "avaliação da intervenção de Luís Neves enquanto diretor da PJ durante todos os seus mandatos (2018-2026) e eventual responsabilidade de membros do Governo que o nomearam e tutelaram" tomou posse na semana passada.

As próximas reuniões estão agendadas para segunda-feira (de mesa e coordenadores) e para terça-feira (reunião ordinária), duas horas antes do arranque da discussão na generalidade do Orçamento do Estado para 2027. O líder do Chega, André Ventura, preside a este inquérito.

O inquérito foi forçado pelo Chega na sequência das polémicas que vieram a público nos últimos meses envolvendo Luís Neves, relacionadas com obras numa propriedade do agora ministro feitas por uma empresa que celebrou contratos com a PJ, ou o atrelado com químicos apreendidos numa operação que ficou guardado nas instalações dessa empresa.

Leia Também: Ventura "absolutamente disponível" para ser ouvido na CPI sobre MAI

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