PSP investigada após protestos? PGR diz que atua "sempre que necessário"
O procurador-geral da República (PGR), Amadeu Guerra, assegurou hoje que o Ministério Público investiga "sempre que necessário", escusando-se a esclarecer se foi aberto algum inquérito à intervenção da PSP nas manifestações pela habitação.
"Fazemos investigações e inquéritos sempre que necessário", disse Amadeu Guerra, à margem da cerimónia do 81.º aniversário da Polícia Judiciária (PJ), em Lisboa, ao ser questionado sobre a intervenção da PSP que, hoje de madrugada, causou dois feridos ligeiros e resultou na detenção de 55 manifestantes que alegadamente resistiram quando a força policial retirou as tendas da Acampada de Lisboa da Praça D. Pedro IV (Rossio).
Questionado diretamente sobre se já existiu alguma participação ou se foi aberto um inquérito, o PGR disse apenas que não iria fazer mais declarações.
Na sexta-feira, a Lusa perguntou à Procuradoria-Geral da República (PGR) se foi aberto um inquérito a uma intervenção policial semelhante na quinta-feira na Acampada do Porto e ainda aguarda resposta.
Na cerimónia do 81.º aniversário da PJ, esteve também o novo diretor nacional da PSP, Pedro Moura, que se recusou a responder aos jornalistas sobre este assunto.
Já o diretor da PJ assegurou, à margem do evento, que esta colaborará "com outros órgãos de polícia criminal" sempre que se esteja "perante situações que envolvam crimes" da competência da PJ, estando a apurar a alegada existência de, nomeadamente, casos de vandalismo.
Em relação a uma eventual investigação criminal à atuação da PSP, Carlos Cabreiro salientou que essa área não é da responsabilidade da Polícia Judiciária, embora esteja à disposição para qualquer colaboração que seja necessária.
[Notícia atualizada às 13h23]
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