Rede de apoio a jovens artistas quer chegar a 25 municípios
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto defendeu hoje, em Alcanena, a necessidade de criar mais oportunidades para jovens artistas, valorizando uma nova rede nacional destinada a promover a formação, a criação e a circulação artística.
"Aquilo que muitas vezes falta é, a estes talentos, aquela oportunidade do projeto, do trabalho, da obra, poder ter maior visibilidade", afirmou Margarida Balseiro Lopes, durante a apresentação da Rede Projetos Artistas Emergentes, promovida pelo Gerador.
Na sessão, realizada em Alcanena, no distrito de Santarém, a governante defendeu condições que permitam aos jovens criadores desenvolver carreiras profissionais com estabilidade e oportunidades de crescimento.
A ministra valorizou o cruzamento entre linguagens artísticas e recordou que a revisão do regime de apoio às artes, em agosto, contemplou a criação de um programa da Direção-Geral das Artes (DGArtes) para apoiar primeiras obras e projetos.
"Temos de ter, também, um programa desenvolvido pela DGArtes para apoio a quem está, neste momento, a dar o primeiro passo e precisa daquela oportunidade", afirmou.
Margarida Balseiro Lopes sublinhou o papel das autarquias no financiamento cultural e referiu que o Orçamento da Cultura aumentou 120 milhões de euros em dois anos, garantindo novo reforço em 2027.
A governante anunciou que o Governo pretende apresentar em dezembro um inventário nacional de boas práticas culturais autárquicas, a partir de uma consulta pública que decorre até ao final de outubro, através do portal participa.gov.pt.
O objetivo é reunir projetos culturais de municípios e freguesias, permitindo divulgar experiências bem-sucedidas e inspirar outras autarquias a desenvolver políticas culturais adaptadas às necessidades dos seus territórios.
A ministra destacou ainda a realização do Fórum Cultura, nos dias 14 e 15 de dezembro, na Figueira da Foz, dedicado ao tema Poder Local e Cultura, em articulação com a Associação Nacional de Municípios Portugueses.
A Rede Projetos Artistas Emergentes, apresentada pelo Gerador em parceria com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) e a MOVY, pretende ligar programas municipais de apoio à criação artística e aproximar jovens de diferentes regiões.
O presidente do Gerador, Tiago Sigorelho, explicou que a rede disponibilizará formação gratuita, residências artísticas e intercâmbios, além de um encontro anual de artistas e equipas municipais, previsto para abril ou maio de 2027.
Entre as primeiras iniciativas estão residências artísticas em Lisboa e em Espanha.
Uma plataforma digital, prevista para fevereiro, divulgará os programas municipais e artistas participantes, facilitando contactos com organizações culturais.
Tiago Sigorelho anunciou também que os jovens poderão entrar em iniciativas e festivais promovidos pelo Gerador, com participação remunerada, facilitando o contacto com a atividade profissional.
"Esses jovens vão ser remunerados por isso. É uma dimensão que nós, à partida, garantimos - eles têm um primeiro passo de participação na atividade profissional", afirmou.
A rede conta com 11 municípios membros efetivos, entre os quais Alcanena, Cascais, Funchal, Loulé, Setúbal e Viana do Castelo, estando outros sete a formalizar a adesão. O objetivo é alcançar pelo menos 25 até ao final do ano.
O projeto prevê uma contribuição anual de 3.750 euros por município, complementada por outros apoios, privilegiando também territórios de baixa densidade populacional.
O presidente da Câmara de Alcanena defendeu a criação artística e a descentralização cultural como instrumentos para atrair e fixar talento nos territórios que têm perdido jovens.
"Temos de criar espaços de reconhecimento e de criação de oportunidades a todo o talento, venha ele de onde vier", afirmou Rui Anastácio.
A apresentação decorreu nos antigos escritórios da Fábrica Constantino Mota, integrados no Projeto Couros, de recuperação de património industrial para atividades culturais e criativas.
Centro do Estado Novo abre na terra de Salazar após 20 anos de polémicaO secretário de Estado da Cultura defendeu que estudar a ditadura é uma responsabilidade da democracia, salientando a importância do Centro Interpretativo do Estado Novo.
Lusa | 20:40 - 23/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
Todos os direitos autorais e de propriedade intelectual pertencem ao veículo de origem. Leia a matéria completa na fonte original
Leia Também
Ver todas as notícias →
Musica
MOONLIGHT DESIRES: Uma Viagem ao Passado com o Vídeo Cover de "Take On Me" do A-HA
23/10/2026
Cultura & Lazer
Malvada faz primeiros shows em Brasília e Goiânia em meio à despedida da vocalista Indira Castillo
23/10/2026
Cultura & Lazer
"Em silêncio" sobe a palco para romper com esquecimento da ditadura
23/10/2026Comentários (0)
Nenhum comentário publicado ainda.
Seja o primeiro a compartilhar sua opinião sobre esta matéria!
Deixe seu comentário
Seu e-mail não será divulgado publicamente. Comentários passam por moderação antes da publicação.