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Renault vendeu menos, mas receita subiu nos primeiros nove meses do ano

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Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Renault vendeu menos, mas receita subiu nos primeiros nove meses do ano

O Grupo Renault anunciou uma descida das vendas automóveis, que contrasta com um aumento da receita nos primeiros nove meses do ano.

 

Os dados anunciados esta quinta-feira (29 de outubro) mostram que o grupo vendeu menos 2,2 por cento de automóveis nos nove primeiros meses do ano face ao mesmo período de 2025, num total de 1.662.222 veículos. Já no terceiro trimestre (julho a setembro), a descida foi de seis por cento com 497.799 viaturas comercializadas.

A estatística inclui automóveis ligeiros de passageiros e de mercadorias, assim como as três marcas do conglomerado (Alpine, Dacia e Renault).

Por marca, a Renault cresceu 1,1 por cento no acumulado de janeiro até setembro, graças à renovação da gama e à maior disponibilidade de automóveis eletrificados. A Alpine avançou 65,6 por cento, com o A290 a destacar-se, ao passo que a transição da oferta custou à Dacia uma quebra de vendas de 9,7 por cento.

Receita cresceu mais de 6%

Apesar de ter vendido menos, o Grupo Renault registou uma subida de 6,6 por cento na receita do setor automóvel no acumulado de janeiro até setembro - totalizando 36.641 milhões de euros. No terceiro trimestre houve uma estabilização nos 9.835 milhões de euros (muito ligeiramente abaixo dos 9.839 milhões de euros do período homólogo de 2025).

A empresa salientou num comunicado o forte ritmo de crescimento das vendas de carros elétricos na Europa, onde "melhorou mais a qualidade das suas vendas" no terceiro trimestre do ano.

No acumulado dos nove primeiros meses de 2026, aponta uma evolução negativa das vendas de ligeiros de passageiros na Europa, contrastando com um aumento no norte da Europa. Já ao nível internacional, a Renault enaltece o crescimento em mercados estratégicos como a Índia, Brasil ou Turquia.

A margem operacional do grupo situou-se em torno dos 5,5 por cento, enquanto o fluxo de caixa livre do setor automóvel ronda os mil milhões de euros.

Em comunicado, o diretor financeiro do Grupo Renault, Duncan Minto, explicou: "As nossas vantagens competitivas são construídas em três marcas complementares, uma pegada industrial altamente utilizada e flexível, uma forte rede de concessionários e pós-venda e a nossa financeira Mobilize Financial Services. Em conjunto, estes pontos fortes permitem-nos adaptar de forma célere à procura do cliente em evolução enquanto protegemos o valor através de crescimento disciplinado, gestão rigorosa do inventário e um foco claro em canais de venda de alta qualidade e valores residuais. Esta agilidade foi particularmente evidente no terceiro trimestre, ao termo-nos adaptado com sucesso à rápida mudança do mix energético da Europa, alavancando a nossa estratégia dupla de veículos elétricos e híbridos a par da eficiência da nossa configuração de produção e de cadeia de abastecimnento".

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O Renault 5 E-Tech recriou o desenho clássico dos anos 1980 com modernidade e inovação. O diretor de design do Grupo Renault, Laurens van den Acker, explicou que o motor elétrico foi chave para o formato do carro.

Notícias ao Minuto | 16:47 - 28/10/2026

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