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Rússia abate mais de 600 drones ucranianos em cerca de 20 regiões

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Minuto Fonte Externa
24 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Rússia abate mais de 600 drones ucranianos em cerca de 20 regiões

As defesas antiaéreas da Rússia abateram esta noite 616 drones ucranianos em cerca de 20 regiões, num "ataque maciço" que provocou também cortes de água e eletricidade na Crimeia, informaram as autoridades russas.

 

Segundo as autoridades locais, a queda de destroços de drones provocou incêndios e causou vários feridos.

Um dos ataques mais graves ocorreu na região de Rostov, com o governador local, Yuri Sliusar, a referir terem sido abatidos cerca de 80 drones na zona.

Em consequência do ataque, uma subestação elétrica ficou danificada, o que deixou cerca de 170 habitações sem eletricidade.

Além disso, os drones inimigos danificaram 21 autocarros estacionados nas instalações da empresa de transportes local.

"Não houve vítimas", acrescentou o governador regional.

Em Togliatti, no sudeste da Rússia, a presidente da câmara, Ilia Soukhikh, referiu um "ataque maciço com drones" que danificou instalações industriais.

Na sequência deste ataque ucraniano, foram reportados cortes de água e de eletricidade na Crimeia.

"Devido a um incidente ocorrido nas principais redes elétricas fora da nossa região, causado por um ataque inimigo com recurso a um drone, estão a ser implementadas restrições no abastecimento de eletricidade e água na República da Crimeia", indicou no Telegram Serguei Aksionov, o líder desta península anexada por Moscovo em 2014.

Aksionov não especificou o número de residências afetadas neste território, onde vivem mais de 2,5 milhões de pessoas e que é regularmente alvo de ataques da Ucrânia.

Do lado ucraniano, a Força Aérea anunciou que a Rússia lançou pelo menos 126 drones contra a Ucrânia durante a noite, dos quais 101 foram abatidos.

Duas pessoas ficaram feridas em Kiev, segundo os serviços de emergência.

Entretanto, a Ucrânia informou hoje que voltou a ter uma "ligação estável" ao sistema Starlink da SpaceX, crucial para as suas forças armadas, após vários dias de limitação da velocidade do serviço, num contexto de tensões com Washington.

"Os sistemas de vigilância do Ministério da Defesa registam um restabelecimento da velocidade do Starlink/Starshield. Registamos uma velocidade superior a 400 km/h [quilómetros/hora], a ligação está estável", afirmou o ministro da Defesa ucraniano, Yevhen Khmara, num comunicado.

"Este resultado é, acima de tudo, importante para a nossa linha da frente, para os nossos militares, para o funcionamento dos drones, para a logística e para as comunicações", acrescentou.

Khmara congratulou-se com "a posição firme do Presidente ucraniano ao mais alto nível", considerando que esta "está a dar frutos".

A Ucrânia queixava-se há vários dias de uma limitação da velocidade dos terminais Starlink para além dos 160 km/h, o que prejudicava, nomeadamente, a sua capacidade de utilizar certos drones.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusara Washington de estar na origem dessas limitações e de não ter avisado Kiev, em várias ocasiões, da chegada de mísseis russos antes de estes atingirem o alvo.

A Casa Branca e o bilionário Elon Musk, cuja empresa SpaceX gere a Starlink, negaram, cada um por sua parte, estar na origem da limitação deste sistema de satélites.

Na sexta-feira, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que Elon Musk tinha "reativado" a rede Starlink para a Ucrânia.

Estas restrições tiveram início após um pico de tensões entre Zelensky e Trump, que trocaram críticas acesas através dos meios de comunicação social.

Leia Também: Cessar-fogo humanitário local com Rússia começa a 27 de outubro, diz Kyiv

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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