Rússia volta a atacar rede energética da Ucrânia. Há um morto
A Ucrânia denunciou hoje novos ataques russos contra a rede energética do país, com registo de uma morte, no dia em que a Rússia também se queixou de as forças ucranianas terem atingido três refinarias.
"O principal objetivo do inimigo é a energia. A Rússia atacou instalações do sistema elétrico na região de Kyiv e Dnipro", bem como em Poltava, anunciou o primeiro-ministro ucraniano, Serhi Koretski.
O chefe do Governo disse que se tinham registado danos e que os técnicos estavam "a trabalhar no terreno para restabelecer o fornecimento elétrico o mais rapidamente possível".
Koretski mencionou também um ataque russo com mísseis e drones que danificou "instalações ferroviárias".
Não precisou, contudo, se se trata do ataque que atingiu na quinta-feira uma estação de comboios em Dnipro, causando a morte a cerca de 15 pessoas.
"Lamentavelmente, uma pessoa morreu na capital", disse Koretski sobre os ataques de hoje, numa mensagem nas redes sociais citada pela agência espanhola EP.
O primeiro-ministro disse ainda que quatro pessoas ficaram feridas nas regiões de Kyiv, Donetsk, Kharkiv e Volyn, e mencionou também bombardeamentos em Chernihiv e Dnipropetrovsk.
O Ministério da Energia avisou que a situação em Dnipro e Kyiv era difícil após os ataques e que os trabalhos para reparar a rede elétrica e restabelecer o fornecimento na totalidade iriam levar algum tempo.
Horas antes, a Rússia tinha acusado a Ucrânia de ter retomado os ataques contra refinarias russas, após uma pausa de vários dias neste tipo de ofensivas.
O vice-ministro da Energia, Alexander Novak, disse que três refinarias e um complexo de processamento de gás foram atacados pelas forças ucranianas, mas sem precisar os locais.
As informações divulgadas pelas duas partes sobre o curso da guerra não podem ser verificadas de imediato de forma independente.
A Rússia, que invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, aumentou a frequência e a intensidade dos ataques contra as infraestruturas de energia ucranianas com a aproximação do tempo frio.
Tal como em invernos anteriores, o objetivo parece ser o de tornar a vida dos ucranianos o mais difícil possível para que pressionem o Presidente Volodymyr Zelensky a tentar um acordo que ponha fim à guerra.
Já a Ucrânia tem atacado nos últimos meses instalações do setor petrolífero e infraestruturas comerciais, não só para dificultar o esforço de guerra de Moscovo, mas também para pressionar a opinião pública russa com as dificuldades causadas pela guerra.
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Lusa | 15:58 - 30/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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