São Paulo repete erros, faz jogo péssimo e precisa olhar para o Z-4
Tricolor volta a apresentar falhas defensivas e ofensivas, enquanto distância para a zona de rebaixamento diminui e sonho da Libertadores fica cada vez mais distante O São Paulo faz, mais uma vez, um jogo muito ruim no Campeonato Brasileiro. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, o Tri...
O São Paulo faz, mais uma vez, um jogo muito ruim no Campeonato Brasileiro. Contra o Cruzeiro, no Mineirão, o Tricolor apresenta os mesmos problemas que já foram vistos diante do Santos: dificuldade para defender, pouca organização quando perde a bola, erros na construção e pouca capacidade para transformar suas posses em chances realmente perigosas. No momento, a equipe perde por 2 a 0, com gols de Kaio Jorge e Zé Lucas.
O problema é que não parece mais ser uma partida ruim isolada. O São Paulo vem acumulando atuações abaixo do que se espera de um time que ainda é tratado internamente como candidato a uma vaga na Libertadores. O desempenho dentro de campo não acompanha o discurso externo, e a cada rodada fica mais difícil sustentar a ideia de que a equipe está brigando pela parte de cima da tabela.
Contra o Cruzeiro, o Tricolor voltou a sofrer com uma defesa que permite espaços e não consegue controlar os movimentos ofensivos do adversário. Quando recupera a bola, também não apresenta agressividade suficiente para incomodar. É um time que parece jogar sem confiança, sem fluidez e, principalmente, sem encontrar respostas para os problemas que se repetem jogo após jogo.
Trabalho de Dorival entra em questionamentoO trabalho de Dorival Júnior precisa ser colocado em discussão pelo que o time apresenta em campo. É evidente que o treinador enfrenta um cenário extremamente complicado, com problemas financeiros, desfalques, dificuldades para contratar e uma série de questões extracampo. Isso precisa ser considerado. Mas essas dificuldades não podem impedir a análise do desempenho esportivo.
O São Paulo tem apresentado problemas ofensivos e defensivos de maneira recorrente. A equipe não consegue ser suficientemente agressiva para criar perigo e, ao mesmo tempo, não demonstra segurança quando precisa se defender. Contra o Santos, abriu o placar e sofreu a virada; agora, diante do Cruzeiro, novamente se vê em uma situação de desvantagem e sem demonstrar uma reação convincente.
E existe uma questão de evolução. O São Paulo precisa mostrar que está corrigindo os erros, mas o que se observa é justamente o contrário. Os mesmos problemas reaparecem, as mesmas dificuldades permanecem e as soluções encontradas por Dorival não estão produzindo uma mudança significativa no comportamento da equipe.
São Paulo precisa olhar para baixoEnquanto a diretoria ainda trabalha com o objetivo de buscar uma vaga na Libertadores, a realidade da tabela exige uma preocupação completamente diferente. O São Paulo chega para essa reta final com 36 pontos e apenas quatro pontos de vantagem sobre a zona de rebaixamento, o que transforma o discurso de Libertadores em algo cada vez mais distante da realidade atual.
Não significa afirmar que o São Paulo já esteja na briga contra o rebaixamento, mas ignorar essa possibilidade seria um erro. A margem é curta, e uma sequência ruim pode rapidamente colocar o clube dentro da zona de perigo. O campeonato está entrando em sua reta decisiva, e cada ponto perdido passa a ter um peso muito maior.
O cenário fica ainda mais preocupante porque o Tricolor não consegue apresentar futebol suficiente para transmitir segurança. Uma equipe que joga mal, perde pontos e não corrige seus problemas precisa, obrigatoriamente, começar a olhar para os adversários que estão abaixo. O objetivo imediato deveria ser recuperar estabilidade antes de voltar a falar em objetivos mais ambiciosos.
O São Paulo precisa reagir rapidamente. Não dá mais para tratar cada atuação ruim como um episódio isolado, porque a sequência mostra um padrão. O clube ainda tem tempo para mudar o cenário, mas precisa encontrar respostas dentro de campo — e Dorival é quem terá de apresentá-las. Se o futebol continuar nesse nível, o sonho da Libertadores pode virar uma preocupação muito mais urgente com a permanência na Série A.
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