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Seguro afirma que não se consegue "avançar como país" sem coesão social

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Minuto Fonte Externa
30 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Seguro afirma que não se consegue "avançar como país" sem coesão social

O Presidente da República defendeu hoje que sem coesão social o país não avança, destacando o acesso à saúde e habitação, e sublinhando a necessidade de existirem "condições essenciais" para que os sonhos das pessoas se possam concretizar.

 

"Não conseguimos avançar como país se não tivermos coesão social entre nós. Se uma parte da nossa população, pode ser minoritária, mas é uma parte de nós, de seres humanos, não tiverem acesso à saúde a tempo e horas, não tiverem acesso à habitação, não tiverem, no fundo, as condições essenciais para que os seus sonhos se possam concretizar", disse António José Seguro, na Escola Secundária Afonso Lopes Vieira (ESALV), em Leiria, cuja requalificação inaugurou hoje.

Para o chefe de Estado, o "deslaçar social começa precisamente, quando as pessoas sentem que não fazem parte, que não beneficiam da riqueza e do progresso que é gerado".

Sublinhando que este é "um país de progresso, de criação de riqueza, de ambição e de gente excelente", o Presidente da República reforçou que Portugal precisa "tratar desta coesão social como de pão para a boca, para garantir que, de facto, todos" se sentem "membros de uma mesma comunidade".

António José Seguro constatou que existem "demasiados instrumentos que nos destroem e, sobretudo contribuem para nos pôr uns contra os outros".

"E fazem isso com uma rapidez enorme, sem nos dar sequer tempo para refletirmos, como se estivéssemos obrigados a ter de agir no segundo seguinte. Muitas das vezes desrespeitando os outros e, na maior parte das vezes acusamos, julgamos e sentenciamos, sem que o outro tenha a possibilidade sequer de se expressar", adiantou.

O chefe de Estado acrescentou que parece que se vive em "condomínios fechados", onde não se ouve, nem se percebe "que há uma diferença no outro", o qual se deve "ouvir" e "respeitar".

Perante uma sala com professores e alunos, entre outras entidades, o Presidente da República observou que a "escola não é apenas um conjunto de salas onde um professor tem atrás de si um quadro ou um projetor e tem na sua frente alunos que devem estar com atenção".

"A escola é um lugar de encontro, onde vão pessoas que querem aprender. É evidente que uns têm a missão de ensinar, mas verdadeiramente também aprendem. A escola tem de ser um espaço de diálogo e de encontro. Uns têm a missão de ensinar, outros têm o dever de aprender", acrescentou.

Apontando que na ESALV coabitam quase 30 nacionalidades, António José Seguro elogiou a forma como esta escola foi "capaz de encontrar soluções diferenciadoras para quem precisa dessa diferença" e "ter condições para ter as mesmas oportunidades em função das suas competências", o que é o "papel de um Estado Social" e "da escola", disse, abordando ainda o espaço dedicado a jovens com necessidades específicas.

"As pessoas que lá trabalham todos os dias com os vossos colegas têm uma coisa que não há salário nenhum que pague, que é um coração e uma disponibilidade enormes. Numa altura em que coração, amor, felicidade, empatia e fraternidade parecem uma banalidade, pois o vosso Presidente da República considera que devemos não ter vergonha de utilizar essas palavras em público", disse, dirigindo-se aos alunos.

Por outro lado, o Presidente da República deve concretizá-las "com exemplos concretos" como os que existem naquela escola, notou.

Por isso, António José Seguro frisou que aquela "escola é mais do que paredes, é mais do que cimento, é mais do que vidro, é mais do que madeira", "é coração, inteligência e, sobretudo, sensibilidade".

Reforçando que é a "coesão social que preocupa o Presidente da República nos tempos atuais", o chefe de Estado apontou que os "jovens são os melhores aliados para compreenderem o valor da solidariedade e da generosidade", porque são aqueles que verdadeiramente ainda "têm o coração mais puro, para darem esses contributos para criar um país coeso".

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Lusa | 18:47 - 29/10/2026

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