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Seguro falará "em breve" sobre habitação (após ter ouvido os partidos)

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Minuto Fonte Externa
29 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Seguro falará "em breve" sobre habitação (após ter ouvido os partidos)

"Falamos disso brevemente", disse António José Seguro no final da cerimónia de receção da fragata NRP D. Francisco de Almeida, na Base Naval do Alfeite, que regressou a Portugal após a participação na Operação Brilliant Shield da NATO.

 

António José Seguro respondia de forma telegráfica à questão dos jornalistas sobre se os partidos políticos lhe tinham dado as garantias que esperava.

O Presidente da República ouviu hoje os dez partidos com assento parlamentar sobre coesão social, tema no qual incluiu a habitação, e sobre o qual também convocou uma reunião do Conselho de Estado.

Estas audiências foram convocadas na quarta-feira da semana passada, dois dias depois de o chefe de Estado ter apelado a um entendimento entre Governo PSD/CDS-PP e partidos da oposição para que se adotem medidas urgentes e outras duradouras na área da habitação.

Na sequência da intervenção policial sobre manifestantes pelo direito à habitação na madrugada de domingo, António José Seguro falou aos jornalistas na terça-feira, afirmando que não gostou do que viu e reiterou o apelo à procura de soluções com urgência para a habitação, através do diálogo, sem recurso à violência.

Nessa declaração, o Presidente da República disse que tem estado ativo e vigilante e salientou o convite aos partidos para audiências sobre coesão social e a convocação de uma reunião do Conselho de Estado para 02 de novembro sobre o mesmo tema, no qual incluiu a habitação.

Na cerimónia de hoje junto dos 172 militares da fragata NRP D. Francisco de Almeida, na qual também esteve presente o ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, o Presidente da República disse que esta não foi uma missão de rotina.

"Vivemos um tempo em que a guerra regressou à Europa, em que a paz é mais frágil do que ontem e em que regras que julgávamos firmes são postas em causa. Os perigos são novos", disse acrescentando que existe a ameaça que vem do fundo do mar, "a sabotagem que não se anuncia, a guerra que se trava na informação".

Neste tempo, adiantou, "a segurança da Europa e a segurança do Atlântico são uma só" lembrando que a o Atlântico português "não é periferia, é o elo entre a Europa e a América do Norte".

[Notícia atualizada às 18h59]

Leia Também: Das "birras" à "disponibilidade", de que se queixaram partidos a Seguro?

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