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Sócrates começa a ser julgado por branqueamento de capitais: "Absurdo"

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Minuto Fonte Externa
19 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Sócrates começa a ser julgado por branqueamento de capitais: "Absurdo"

O antigo primeiro-ministro José Sócrates e o empresário Carlos Santos Silva começam hoje a ser julgados por branqueamento de capitais, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021.

 

Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada por Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.

Segundo a acusação do Ministério Público, datada de 2017, o empresário terá sido um dos testas-de-ferro a quem o chefe de Governo entre 2005 e 2011 terá recorrido para ocultar montantes com os quais terá sido corrompido para beneficiar o Grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o empreendimento de luxo de Vale do Lobo.

Os crimes de corrupção estão a ser julgados em Lisboa desde 03 de julho de 2025 no processo principal da Operação Marquês, que conta com 21 arguidos, incluindo José Sócrates e Carlos Santos Silva.

No processo mais pequeno, José Sócrates, de 69 anos, e Carlos Santos Silva, de 67, vão ser julgados por um coletivo de juízes composto por Rúben Vieira, Armandina Silva Lopes e Helena Leitão, que não está em exclusividade no julgamento, informou o Conselho Superior da Magistratura.

O julgamento vai decorrer no Tribunal Central Criminal de Lisboa até pelo menos abril de 2027 e os arguidos têm negado a prática de qualquer crime.

Inicialmente, José Sócrates e Carlos Santos Silva respondiam também por falsificação de documento neste processo, tendo o crime prescrito entretanto.

Novo julgamento da Operação Marquês é "o mesmo absurdo", diz Sócrates

O antigo primeiro-ministro José Sócrates descreveu como "absurdo" o julgamento por branqueamento de capitais, que começa hoje em Lisboa, num caso que resultou da decisão instrutória do processo Operação Marquês, datada de 2021.

Em causa está a alegada utilização pelos arguidos, entre 2011 e 2014, de contas bancárias de uma sociedade controlada pelo empresário Carlos Santos Silva, da mulher deste e do motorista de José Sócrates para que entrassem na esfera do antigo primeiro-ministro verbas com origem ilícita.

Num comunicado enviado no domingo à noite à Lusa, Sócrates disse que o tribunal "prepara-se para iniciar um novo julgamento sobre factos que já estão em discussão" em um outro julgamento.

Novo julgamento da Operação Marquês é "o mesmo absurdo", diz Sócrates

O antigo primeiro-ministro José Sócrates criticou o novo julgamento por branqueamento de capitais, que começa hoje em Lisboa, como "o mesmo absurdo". O caso está relacionado com a Operação Marquês, que envolve alegados crimes de corrupção e branqueamento de capitais.

Lusa | 03:16 - 19/10/2026

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