Taiwan exige tratamento igualitário na cimeira da APEC na China
O primeiro-ministro de Taiwan, Cho Jung-tai, instou hoje a China a respeitar as "práticas habituais" e garantir um "tratamento igualitário" aos participantes na próxima cimeira de líderes do Fórum de Cooperação Económica Ásia-Pacífico (APEC).
Em declarações citadas pela agência noticiosa taiwanesa CNA, Cho afirmou que uma "participação formal e significativa" de Taiwan nas principais reuniões económicas e comerciais internacionais beneficia não apenas a economia da ilha, mas também a cooperação internacional.
O chefe do Governo manifestou a esperança de que a China, anfitriã da cimeira, marcada para 18 e 19 de novembro, na cidade de Shenzhen, respeite as práticas das organizações e conferências internacionais e conceda o mesmo tratamento a todos os membros, permitindo a participação de Taiwan em condições de "igualdade e dignidade".
"Continuamos a trabalhar nesse sentido e para garantir a nossa participação, e não tomaremos de ânimo leve qualquer outra decisão", afirmou Cho, sublinhando a vontade de Taipé de participar formalmente no encontro.
As declarações surgem um dia após o jornal taiwanês Liberty Times, próximo do Governo, ter noticiado, com base em fontes anónimas, que Pequim enviou uma comunicação a Taiwan sobre a participação na cimeira, sem utilizar a designação oficial "Taipé Chinês" (Chinese Taipei).
No entanto, o ministro dos Negócios Estrangeiros taiwanês, Lin Chia-lung, afirmou na segunda-feira que a comunicação, enviada por correio eletrónico em vez de entregue pessoalmente por um representante chinês, incluía aquela designação.
Lin acusou Pequim de sujeitar repetidamente Taiwan a um "tratamento discriminatório" nas reuniões da APEC organizadas este ano pela China.
"Apresentaremos imediatamente um protesto contra qualquer ação que viole as práticas estabelecidas, mas isso não significa que renunciemos ao nosso direito de participar", declarou.
Taiwan integra a APEC desde 1991, mas não envia os seus presidentes às cimeiras de líderes do fórum devido à oposição da China, que nos últimos anos intensificou a pressão diplomática para restringir a presença internacional da ilha.
Desconhece-se, até ao momento, quem chefiará a delegação taiwanesa na próxima cimeira.
No ano passado, Taipé fez-se representar pelo conselheiro presidencial Lin Hsin-i e, em edições anteriores, por Morris Chang, fundador e antigo presidente da TSMC, o maior fabricante mundial de semicondutores avançados.
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