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Teerão considera "pouco convincente" resposta dos EUA à proposta de paz

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Teerão considera "pouco convincente" resposta dos EUA à proposta de paz

O Irão afirmou hoje que a resposta dos Estados Unidos à sua proposta para pôr fim à guerra "não foi convincente" e exigiu que Washington aceite as condições de Teerão para a reabertura do estreito de Ormuz.

 

"A resposta dos Estados Unidos aos direitos e reivindicações do Irão não foi convincente e deve responder de forma plena e explícita às sete condições apresentadas pelo Irão e agir em conformidade", escreveu o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, Mohsen Rezaei na rede social X.

"Só então o estreito de Ormuz será reaberto", garantiu o responsável máximo pela segurança da República Islâmica.

O Irão exige, entre outras condições para alcançar um acordo de paz, o fim da guerra em todas as frentes, incluindo no Líbano, o desbloqueamento dos seus ativos financeiros em países terceiros, o levantamento das sanções ao petróleo e o fim do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos e navios iranianos.

Segunda-feira, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Ismail Bagaei, afirmou que, caso Washington aceite estas condições, Teerão reabrirá o estratégico estreito de Ormuz no prazo de dois dias.

O Irão e os Estados Unidos intensificaram, na última semana, as negociações indiretas para encontrar uma solução para a guerra, iniciada a 28 de fevereiro, mas, até ao momento, não conseguiram chegar a acordo.

Em simultâneo, os Estados Unidos atacaram na noite de segunda-feira a ilha iraniana de Qeshm, no sul do país, numa operação militar limitada, noticiou o jornal The Wall Street Journal, naquilo que terão sido os primeiros ataques contra o território iraniano em dois meses.

No entanto, já hoje, o Presidente norte-americano. Donald Trump, confirmou os ataques contra a ilha iraniana de Qeshm, que visaram alegadas infraestruturas militares antiaéreas, realizados a poucas horas do arranque das eleições intercalares nos Estados Unidos.

"Foi um pequeno ataque, não uma guerra", disse Donald Trump numa entrevista à estação norte-americana Fox News, em que não fez referência às exigências iranianas.

"Eles construíram uma infraestrutura antiaérea. Demoraram cerca de dois meses a fazê-lo. Vimos a sua construção. Assim que ficou concluída, atacámo-la ontem [segunda-feira] à noite [hora local nos Estados Unidos], de forma muito gentil", adiantou Trump.

A ilha alberga, aparentemente, uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou as operações. No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação social dos Estados Unidos disseram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.

A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje de madrugada o derrube de dois drones de reconhecimento norte-americanos nas imediações da ilha de Qeshm, de acordo com a agência noticiosa espanhola EFE.

Os ataques surgem numa altura em que os norte-americanos votam nas eleições intercalares, cujas sondagens apontam para uma potencial vitória dos democratas que poderão ficar com a maioria nas duas câmaras do Congresso (Câmara dos Representantes e do Senado).

Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o site Axios, têm noticiado a possibilidade de a guerra entre os Estados Unidos e o Irão ser retomada após o escrutínio que decorre hoje.

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