Três pessoas detidas por usarem cozinha da prisão de Leiria para tráfico
A Polícia de Segurança Pública (PSP) deteve, para cumprimento de penas de prisão, três pessoas que usavam a cozinha do Estabelecimento Prisional de Leiria para introduzir droga e telemóveis, revelou hoje à Lusa fonte policial.
Segundo fonte do Comando Distrital de Leiria da PSP, os arguidos, duas mulheres e um homem, foram detidos esta semana no âmbito do cumprimento de mandados de detenção destinados à execução de penas de prisão pela prática do crime de tráfico de estupefacientes.
As detenções efetuadas "estão relacionadas com um processo de investigação conduzido pela Polícia Judiciária que, em 2021, permitiu identificar uma estrutura criminosa que atuava de forma organizada e que se dedicava à introdução de substâncias estupefacientes e telemóveis no interior do Estabelecimento Prisional de Leiria", explicou.
A PSP esclareceu que a atividade criminosa assentava na articulação entre elementos do exterior à prisão e reclusos, "recorrendo a diferentes intervenientes para fazer chegar os produtos proibidos ao interior do estabelecimento prisional".
"Um dos elementos centrais desta estrutura era uma mulher, de 37 anos, que, à data dos factos, desempenhava funções de cozinheira contratada no Estabelecimento Prisional de Leiria", referiu a mesma fonte.
Esta atividade "permitia-lhe manter contacto direto com os reclusos, em particular com um homem, de 36 anos, que também se encontrava a cumprir pena de prisão e desempenhava funções na cozinha do estabelecimento".
Ainda segundo a mesma fonte, "a mulher recebia os produtos previamente entregues por familiares ou pessoas próximas dos reclusos e introduzia-os no estabelecimento prisional, ocultando-os no próprio corpo", contornando, dessa forma, "os procedimentos de segurança e fiscalização".
Já no interior do estabelecimento prisional, os produtos eram entregues ao referido recluso, que "assegurava a ligação com os destinatários".
"A investigação permitiu ainda identificar o envolvimento de uma mulher, de 38 anos, companheira deste recluso, que, em articulação com os restantes intervenientes, participava na organização e introdução dos produtos proibidos no estabelecimento prisional", referiu fonte policial, sendo que esta assegurava "a ligação entre os elementos da estrutura que operavam no exterior e no interior da cadeia".
A PSP acrescentou que, "durante vários meses, terão sido introduzidas quantidades significativas de haxixe e diversos telemóveis, posteriormente disponibilizados a vários reclusos".
Na sequência da decisão judicial transitada em julgado, a PSP desenvolveu as diligências que permitiram localizar e deter os três arguidos.
Os detidos vão cumprir penas por tráfico de estupefacientes que variam entre os cinco anos e dois meses e os sete anos de prisão, o homem em Leiria e as duas mulheres na prisão de Tires.
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