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Trump acredita que Paris "será, muito em breve, uma cidade muçulmana"

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Minuto Fonte Externa
20 de outubro de 2026 • 4 min de leitura
Trump acredita que Paris "será, muito em breve, uma cidade muçulmana"

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar os graves distúrbios ocorridos durante o fim de semana em França e realçou que a capital francesa, Paris, "será, muito em breve, uma cidade muçulmana".

 

"Paris será, muito em breve, uma cidade muçulmana. Arruinaram a França. Vai ser difícil recuperá-la. Espero que recupere", frisou o republicano aos jornalistas nos jardins da Casa Branca.

Para Trump, França encontra-se atualmente "numa situação muito má".

"É por causa da imigração, não por causa das escolas nem nada disso. É a imigração. Eu disse [ao presidente francês, Emmanuel] Macron para fechar as fronteiras", sublinhou.

Uma das jornalistas recordou a Trump que Macron relacionou os distúrbios com a guerra no Irão e com o próprio Trump.

"Notícias falsas. Notícias falsas (…) De que media é?", perguntou Trump à jornalista, do portal The Daily Wire.

"Ah. O The Daily Wire é bom. Desculpe", comentou, sem responder à pergunta.

Donald Trump voltou a apontar a imigração como a causa das manifestações e da violência que abalam a França desde sábado, repetindo insistentemente que o país, e toda a Europa, deviam "fechar as suas fronteiras".

"O que está a acontecer em França está ligado à imigração, não às escolas ou a qualquer outra coisa. É a imigração", frisou o presidente norte-americano.

"Se a Europa não fechar as suas fronteiras e expulsar os criminosos, como aqueles que estão a protestar, a Europa estará acabada", insistiu Donald Trump, acrescentando: "Não terão qualquer hipótese de sobrevivência."

Na sua campanha de 2024, o presidente norte-americano, que chegou a difundir informações falsas de cariz racista, baseou-se na promessa de combater a imigração ilegal.

As autoridades francesas condenaram a desordem e a violência ocorridas durante os protestos multitudinários realizados no sábado nas principais cidades do país, que visavam denunciar a situação precária da educação pública, o elevado custo de vida e a violência policial das últimas semanas.

Paralelamente às manifestações, ocorreram graves distúrbios e ataques a sedes de câmaras municipais, como a de Limoges, que foi incendiada e destruída, bem como pilhagens a estabelecimentos comerciais.

Pelo menos 2.397 pessoas foram detidas e 997 polícias ficaram feridos, segundo dados do Governo francês.

O Governo francês anunciou hoje o recolher obrigatório noturno em alguns bairros de Paris e em zonas de quatro cidades do norte de França, Lille, Douai, Wattignies e Denain, após pilhagens e violência durante protestos no fim de semana.

A medida concretiza o anúncio feito hoje pelo primeiro-ministro, Sébastien Lecornu, sobre a imposição de recolheres obrigatórios parciais em determinadas zonas do país, para travar a onda de violência desencadeada durante o fim de semana em protestos contra o aumento do custo de vida e a degradação dos setores da educação e da saúde, após quase 10 anos de mandato do Presidente, Emmanuel Macron.

Hoje, o Governo convocou também representantes de várias plataformas 'online' para exigir a remoção dos anúncios de revenda de produtos provenientes de lojas saqueadas.

Estarão presentes plataformas como Vinted, Amazon, eBay, Leboncoin, Meta e TikTok, bem como a Aliança Francesa de Marketplaces e a Federação de E-commerce e Venda à Distância (Fevad).

Estão previstas novas manifestações: o movimento dos "coletes amarelos" anunciou um "Ato II" para o próximo sábado, 24 de outubro, seguido de novas mobilizações a 31 de outubro e 05 de novembro.

Leia Também: Macron garante entrega adicional de 200 mil toneladas de gasóleo por mês

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