Trump acusa Zelensky de não querer "acabar com a guerra" na Ucrânia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou hoje o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, de "não querer pôr fim" à guerra com a Rússia, num contexto de recente aumento de tensões entre Washington e Kiev.
"Com todo o dinheiro que, como é bem sabido, a Europa lhe está a dar e que o 'retorcido' Joe Biden [ex-presidente dos Estados Unidos] lhe deu, ele não quer acabar esta guerra e provavelmente nunca quis", escreveu Trump na sua plataforma, a Truth Social.
"Eu quero que esta guerra termine", prosseguiu o líder norte-americano, recorrendo ao uso de letras maiúsculas para enfatizar a mensagem e para justificar decisões recentes de Washington favoráveis a Moscovo.
Trump assegurou ainda que Zelensky poderia ter conseguido há dois anos "um acordo melhor do que pode conseguir agora".
"O seu país é um caos, grande parte do seu território foi perdida, os seus oceanos e mares já não existem e a sua população masculina está no mínimo, ferida e/ou morta", argumentou.
O presidente norte-americano defendeu a sua decisão de não aplicar novas sanções contra a Rússia, bem como o acordo entre Washington e Moscovo, anunciado dias antes, permitindo aos Estados Unidos importar petróleo russo.
Trump argumentou ainda que se assinasse neste momento a chamada Lei Graham, relativa a novas sanções contra a Rússia, faria com que a Rússia se retirasse das negociações.
E apontou outro argumento: "A Rússia está a fazer muito pouco para ajudar a República Islâmica do Irão comparado com o que poderia estar a fazer".
"Quero que continue assim e assim será a menos que gente estúpida se meta no caminho", acrescentou.
Por fim, insistiu no "grave dano" que os ataques ucranianos contra as refinarias russas estão na sua visão a causar, "também nos Estados Unidos".
A Ucrânia tem contado com ajuda financeira e em armamento dos aliados ocidentais desde que a Rússia invadiu o país, em 24 de fevereiro de 2022.
Os ataques têm vindo a intensificar-se nos últimos meses em ambos os lados da frente, fazendo um número crescente de vítimas civis, e as negociações entre as duas partes estão num impasse.
Chefe da diplomacia dos EUA relativiza isenção de sanções contra MoscovoO chefe da diplomacia norte-americana, Marco Rubio, relativizou a decisão de Donald Trump de isentar a Rússia de novas sanções, afirmando que se trata de uma pausa para analisar os efeitos económicos das medidas.
Lusa | 03:24 - 18/10/2026Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.
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