Trump confirma ataques contra infraestruturas militares na ilha de Qeshm
O Presidente norte-americano confirmou os ataques conduzidos hoje de madrugada contra a ilha iraniana de Qeshm, no estreito de Ormuz, que visaram alegadamente infraestruturas militares antiaéreas, realizados a poucas horas do arranque das eleições intercalares nos Estados Unidos.
"Foi um pequeno ataque, não uma guerra", disse Donald Trump numa entrevista à estação norte-americana Fox News.
"Eles construíram uma infraestrutura antiaérea. Demoraram cerca de dois meses a fazê-lo. Vimos a sua construção. Assim que ficou concluída, atacámo-la ontem [segunda-feira] à noite [hora local nos Estados Unidos], de forma muito gentil", adiantou Trump.
Na mesma entrevista, o líder republicano voltou a dizer que a Marinha da República Islâmica está "no fundo do mar" e que já não tem aviões de combate.
Trump traçou ainda um paralelo entre a situação no Irão e a operação militar lançada em janeiro passado na Venezuela, que resultou em mais de 100 mortos e na captura do então presidente Nicolás Maduro e da sua mulher Cilia Flores.
Os ataques desta madrugada, descritos como limitados pelo diário The Wall Street Journal (WSJ), visaram a ilha de Qeshm situada à entrada do estreito de Ormuz.
A ilha alberga uma instalação subterrânea de mísseis, uma base naval e uma importante estação de dessalinização.
O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) não anunciou as operações.
No entanto, responsáveis norte-americanos citados por vários meios de comunicação social dos Estados Unidos disseram que o ataque foi uma resposta ao abate de uma aeronave militar norte-americana na região.
A Guarda Revolucionária do Irão reivindicou hoje de madrugada o derrube de dois drones de reconhecimento norte-americanos nas imediações da ilha de Qeshm, de acordo com a agência espanhola EFE.
Os ataques surgem numa altura em que os norte-americanos votam nas eleições intercalares, cujas sondagens apontam para uma potencial vitória dos democratas que poderão ficar com a maioria nas duas câmaras do Congresso (Câmara dos Representantes e do Senado).
Vários meios de comunicação social norte-americanos, como o site Axios, têm noticiado a possibilidade da guerra voltar entre os Estados Unidos e o Irão após o escrutínio.
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