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Trump na reta final concentrado em espelho de água de Washington

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Minuto Fonte Externa
3 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
Trump na reta final concentrado em espelho de água de Washington

O Presidente norte-americano, Donald Trump, dedicou esta noite ao espelho de água do Lincoln Memorial, em Washington, grande parte de um discurso na reta final para as eleições intercalares, enquanto os democratas se focavam no aumento do custo de vida.

 

Com os candidatos por todo o país - a senadores, congressistas, governadores e outros cargos - a fazerem os apelos finais aos eleitores na véspera do dia das eleições, Trump optou por pôr de lado a campanha eleitoral e, em vez disso, discursou no espelho de água do Lincoln Memorial, chamando a atenção para uma obra de restauro cara e problemática, que agora afirma estar finalmente concluída.

Segundo a agência AP, o Presidente e ex-promotor imobiliário divagou sobre o tom específico de azul que escolheu para pintar o fundo da piscina, os tipos de relva e colunas que selecionou para as renovações em Washington, e exibiu uma série de imagens ampliadas de canos enferrujados, tiradas durante o processo de renovação. Aludiu ainda a querer dar o seu próprio nome à piscina e repetiu falsas alegações de que a obra de restauro foi vandalizada.

O espelho de água, uma bacia longa e estreita no sopé do Lincoln Memorial, é um dos locais mais icónicos de Washington. Martin Luther King Jr. proferiu o seu famoso discurso "I Have a Dream" («Eu Tenho um Sonho») nos degraus do monumento em 1963, com vista para o lago.

Este verão, tornou-se o foco da atenção de Trump, que falou frequentemente sobre os seus planos para a piscina rasa, nas redes sociais, na Casa Branca e noutros locais. Após restaurada, a piscina ficou repleta de algas, e o seu revestimento "azul bandeira americana" começou a descascar e a flutuar em pedaços.

O Departamento de Justiça acusou mesmo o ex-atleta olímpico David Hearn de danificar intencionalmente o espelho de água, mas arquivou o caso este verão depois de concluir que não havia fundamento para a acusação.

Trump dedicou tempo, atenção e fundos consideráveis, no seu segundo mandato, ao embelezamento dos arredores de Washington, e de forma inesperada salientou nas últimas semanas estes projetos, distantes da realidade dos norte-americanos, enquanto os candidatos democratas procuravam capitalizar o descontentamento generalizado com os preços elevados e as consequências da guerra com o Irão.

Trump qualificou mesmo as preocupações dos eleitores com o elevado custo de vida de "farsa", enquanto se vangloriava perante plateias distantes da capital sobre as renovações em Washington, além de elogiar repetidamente o físico dos candidatos republicanos.

Trump tem também agendadas para hoje nove teleconferências com republicanos, chamadas telefónicas breves para pedir o apoio dos eleitores.

O vice-presidente JD Vance seguiu hoje com a campanha eleitoral, fazendo paragens mais tradicionais em Nova Iorque e Ohio, onde os republicanos disputam lugares na Câmara e no Senado. Destacou as medidas de Trump para acabar com os impostos sobre as gorjetas e as horas extraordinárias e reforçar a segurança das fronteiras, enquanto rotulava os democratas de "lunáticos" que desprezam os eleitores.

As eleições intercalares de terça-feira irão determinar qual dos dois partidos controlará o Congresso nos dois últimos anos de mandato de Trump. As tendências históricas são a derrota do partido do Presidente nestas eleições.

Na Câmara dos Representantes, estarão em jogo todos os 435 lugares. Atualmente, os republicanos têm uma maioria mínima, com 220 dos 435 lugares, pelo que bastaria aos democratas ganhar três para chegar aos 218 e recuperar a maioria.

No Senado, há 35 dos 100 lugares em disputa, incluindo duas eleições especiais, na Florida e no Ohio. Os democratas precisam de uma subida líquida de quatro lugares para controlar a câmara alta, partindo de 53 republicanos contra 47 democratas.

Há 36 corridas a governador, com 15 lugares abertos por limite de mandatos ou reformas. Os democratas defendem cinco estados que Trump ganhou em 2024: Arizona, Kansas, Wisconsin, Michigan e Pensilvânia.

Há ainda votações para legislaturas estaduais, referendos e cargos locais em vários estados.

Leia Também: Supremo recusa pedido do governo para anular milhares de votos na Califórnia

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