Ucrânia anuncia reunião com EUA, UE e NATO sobre garantias de segurança
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje uma reunião esta semana, em Bruxelas, entre representantes da Ucrânia, Estados Unidos, União Europeia (UE) e NATO sobre garantias de segurança após a guerra.
Numa entrevista à televisão ucraniana TSN, Zelensky afirmou que o encontro deverá realizar-se "na terça-feira ou na quarta-feira", sem esclarecer se estará pessoalmente presente na capital belga.
O chefe de Estado ucraniano adiantou que a UE estará representada ao nível presidencial e a NATO pelo seu secretário-geral.
Questionado sobre a eventual participação de Zelensky e dos mediadores norte-americanos Steve Witkoff e Jared Kushner, um assessor de comunicação da Presidência ucraniana explicou que ainda não era possível confirmar essas presenças.
Segundo o responsável, a indefinição deve-se a "uma alteração de planos da parte norte-americana".
A reunião surge poucos dias depois de os mediadores dos Estados Unidos se terem encontrado, na semana passada, em Oslo, com Zelensky, o Presidente finlandês, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Støre.
Os representantes norte-americanos deslocaram-se posteriormente a São Petersburgo, onde mantiveram conversações com o Presidente russo, Vladimir Putin.
Na sequência destes contactos, a Ucrânia e a Rússia concordaram com os mediadores norte-americanos em retomar, em novembro, as negociações diretas entre representantes de Kyiv, Moscovo e Washington.
Na entrevista à TSN, Zelensky manifestou a expectativa de que essas conversações permitam alcançar tréguas parciais, nomeadamente para suspender os ataques no mar e contra infraestruturas energéticas.
O Presidente ucraniano defendeu igualmente que as negociações devem criar condições para um encontro direto com Putin, destinado a discutir os territórios disputados e procurar um entendimento que permita colocar um fim à guerra.
Zelensky tem manifestado disponibilidade para negociar diretamente com o homólogo russo, mas persistem divergências entre Kyiv e Moscovo quanto às condições para um cessar-fogo e ao futuro dos territórios ocupados.
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