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Ucrânia: Aplicação mostra drones e mísseis russos em tempo real

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Minuto Fonte Externa
23 de outubro de 2026 • 3 min de leitura
Ucrânia: Aplicação mostra drones e mísseis russos em tempo real

As autoridades ucranianas começaram a transmitir em direto a presença e os movimentos dos drones e mísseis de cruzeiro russos através da aplicação de alerta aéreo, enquanto o país procura adaptar-se a ataques quase constantes.

 

Quando em Lviv (oeste) começam a soar as sirenes antiaéreas, a primeira reação de muitos dos transeuntes é pegar nos telemóveis.

Nos últimos sete dias, a cidade passou mais de 72 horas em alerta, mas a maioria das lojas permanece aberta e as ruas continuam cheias de carros e peões, segundo a agência de notícias espanhola EFE.

Mais de dez milhões de ucranianos descarregaram a aplicação patrocinada pelo Governo que agora mostra, quase em tempo real, a localização e a direção aproximadas das ameaças aéreas inimigas.

"Durante os ataques aéreos, cada minuto conta para a segurança das pessoas. Por isso, é importante que as pessoas tenham acesso rápido a informações verificadas pelo exército", afirmou o primeiro-ministro Serhii Koretskyi aquando do lançamento da versão atualizada da aplicação.

O objetivo do mapa com informações em tempo real é ajudar a população, as empresas e as instituições a organizar as suas atividades diárias de forma mais eficiente, agora que os ataques russos ocorrem várias vezes ao dia, e não apenas durante a noite, como costumava acontecer há apenas alguns meses.

"Faz-me lembrar serviços de táxi como o Uber", disse, em Lviv, a professora de inglês Zoreslava Taraj, de 38 anos, referindo-se à aplicação.

Durante os intensos ataques noturnos, mantém-se afastada das janelas para minimizar os riscos.

Durante o dia, consulta a aplicação para verificar a que distância estão os drones antes de ir para o trabalho ou sair para fazer recados.

Antes do aparecimento deste mapa, as autoridades locais e a Força Aérea emitiam apenas alertas gerais sobre a presença de drones e mísseis, sem fornecer números, localizações ou rumo.

Por isso, muitos ucranianos recorriam a canais informais do Telegram, que combinavam informações passadas por soldados com acesso aos radares do Exército, declarações institucionais e avistamentos relatados pela população nas redes sociais ou em aplicações especializadas.

A longa duração dos alertas também fez com que muitos deixassem de reagir por completo, para poderem continuar com a sua vida quotidiana.

A Rússia tem intensificado os bombardeamentos de longo alcance contra a Ucrânia, num momento em que Kyiv dispõe de um arsenal reduzido de intercetores de mísseis balísticos.

Moscovo também tem massificado a sua utilização de drones com propulsor a jato, mais difíceis de intercetar.

Leia Também: Ucrânia: UE estará representada nas próximas conversações de paz

Conteúdo importado automaticamente via RSS de Minuto.

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