Ucrânia retoma ataques a refinarias de petróleo russas, diz vice-ministro
A Ucrânia atacou hoje três refinarias de petróleo na Rússia, após uma "pausa" de vários dias neste tipo de ofensivas, declarou o vice-ministro russo da Energia, Alexander Novak.
"Tivemos uma pausa durante algum tempo, mas hoje os ataques contra as refinarias foram retomados", declarou Novak numa entrevista à televisão pública russa.
O ministro da Energia russo especificou que três refinarias e um complexo de processamento de gás foram alvos de ataques ucranianos.
Novak não detalhou a localização destas quatro instalações, afirmando apenas que foram encontrados "danos menores" numa delas e que, "no geral", as defesas antiaéreas russas "funcionaram".
"Desobedeceram mais uma vez e, diria eu, estão simplesmente a ignorá-lo. Embora [o Presidente norte-americano, Donald] Trump tenha insistido nesta questão — e continue a insistir —, não lhe dão ouvidos", criticou hoje Yuri Ushakov, conselheiro presidencial para a política externa, em entrevista à rádio estatal russa Vesti.
Ushakov atribuiu aos parceiros europeus da Ucrânia a responsabilidade por esta "ousadia" em desobedecer a Trump e prosseguir com os ataques.
"Certamente, não teriam coragem para o fazer por conta própria", avaliou o conselheiro de Vladimir Putin.
O órgão de imprensa independente russo Astra relatou um ataque a uma refinaria na região russa de Samara, a 800 quilómetros da fronteira com a Ucrânia, divulgando imagens que mostram colunas de fumo negro a subir no céu.
O governador desta região, Vyacheslav Fedorishchev, informou hoje, através da aplicação de mensagens russa MAX, que dois homens morreram durante um ataque de drones ucranianos.
Como resposta aos ataques russos que têm vindo a devastar a sua infraestrutura energética desde o início da ofensiva russa de grande escala na Ucrânia, em fevereiro de 2022, Kyiv realiza regularmente ataques com drones contra instalações industriais na Rússia.
Estas ações visam restringir o fluxo de receitas provenientes do petróleo, que financia o esforço de guerra do Kremlin.
Donald Trump e o Presidente russo, Vladimir Putin, anunciaram, no início do mês, um acordo para retomar o envio de gasóleo — pelo menos até abril de 2027 —, para descontentamento do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, a quem Washington tem pressionado, nas últimas semanas, para que cesse estes ataques.
Com este polémico acordo, em vésperas das eleições intercalares de 03 de novembro nos EUA, Trump pretende travar a subida do preço do gasóleo e, com isso, reduzir a inflação, que tem afetado diretamente setores-chave entre o seu eleitorado, como os transportes, a agricultura e a pecuária.
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