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ULS Algarve "nega veementemente" morte de menor por falta de assistência

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Minuto Fonte Externa
8 de novembro de 2026 • 4 min de leitura
ULS Algarve "nega veementemente" morte de menor por falta de assistência

A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve negou, este domingo, que "uma criança tenha morrido por falta de transporte e assistência no Hospital de Portimão", tal como denunciou o secretário-geral do Partido Socialista (PS), José Luís Carneiro, em declarações à imprensa.

 

A notícia foi avançada pela CNN Portugal, que assinalou que a ULS do Algarve rejeitou "veementemente que uma criança tenha morrido por falta de transporte e assistência no Hospital de Portimão", em comunicado.

O canal televisivo deu ainda conta de que, a 22 de outubro, uma criança que tinha sofrido danos irreversíveis acabou por morrer, mas recebeu toda a assistência, inclusive por parte de um pediatra.

O Notícias ao Minuto contactou a ULS do Algarve, por forma a obter mais informações, e aguarda resposta.

De notar que o líder do PS anunciou que chamará com caráter de urgência a ministra da Saúde ao Parlamento devido às mortes no Hospital de Portimão, acrescentando que teve conhecimento de outra provável morte por falta de resposta.

"Morreram duas pessoas por falta de assistência médica nas urgências do Hospital de Portimão. De ontem [sábado] para hoje, e pelo facto de ter falado no assunto, fui contactado no sentido de que poderá ter havido uma outra morte, neste caso, de uma criança, por falta de resposta nesse hospital de Portimão e no transporte para Faro", indicou, detalhando que lhe foi dito que "a criança terá morrido em outubro".

Nessa linha, o socialista considerou que "é muito importante que o primeiro-ministro explique aos portugueses, e particularmente aos algarvios, o que é que aconteceu e o que está a pensar fazer para responder aos algarvios que não encontram respostas na saúde, neste caso, nas urgências do Hospital de Portimão".

Assim, indicou que o PS vai "chamar com caráter de urgência a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, à Assembleia da República para que possa responder" às perguntas dos deputados e, ao mesmo tempo, para dizer "o que é que o Governo está a pensar fazer para responder às necessidades graves de saúde que se estão a colocar, em particular, em Portimão".

Recorde-se que, na madrugada de quarta-feira, um homem de 87 anos morreu após cerca de 10 horas à espera. O utente recorreu à urgência por volta das 17h00 de terça-feira, com queixas de vómitos e dor abdominal, tendo sido triado com pulseira amarela. O idoso não respondeu à chamada, pelas 4h00, e foi depois encontrado pelos enfermeiros "inconsciente na sala de espera".

A administração hospitalar rejeitou a informação de que o homem tenha morrido na sala de espera, garantindo que o óbito ocorreu na sala de reanimação, depois de o doente ter sido sujeito a manobras de reanimação sem sucesso.

Segundo a ULS do Algarve, o homem tinha várias comorbilidades, incluindo um acidente vascular cerebral (AVC) anterior e outras doenças crónicas, mas os sintomas apresentados não permitiam antecipar o desfecho fatal.

O utente não estava acompanhado por familiares, mas encontrava-se numa área permanentemente frequentada por profissionais de saúde e outros utentes, esclareceu a instituição.

Já na sexta-feira, ficou a saber-se que um doente de 94 anos que terá estado cerca de 24 horas nas urgências sem observação médica também acabou por morrer.

A ULS do Algarve vincou que vai instaurar um inquérito, assim como a Inspeção-Geral das Atividades em Saúde (IGAS), de acordo com a agência Lusa.

Hospital de Portimão? Carneiro sinaliza alegada terceira morte: "Criança"

O líder do PS anunciou que chamará com caráter de urgência a ministra da Saúde ao Parlamento devido às mortes no Hospital de Portimão, destacando que teve conhecimento de outra provável morte por falta de resposta.

Lusa | 14:43 - 08/11/2026

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